Dra. Rita entrevista especialista sobre crimes digitais e segurança na região
Durante a mais recente edição de seu Podcast, a apresentadora Dra. Rita recebeu Ricardo Oliveira, profissional da área de segurança e integrante da Polícia Civil, para discutir um dos temas mais preocupantes da atualidade: crimes digitais, golpes virtuais e formas de prevenção.
Com a participação de Ricardo, o episódio abordou de forma direta a explosão das ocorrências de crimes na internet nos últimos anos. Segundo ele, entre 20% e 30% das investigações atuais da Polícia Civil envolvem golpes digitais, como clonagem de WhatsApp, falsos boletos, perfis falsos, estelionato e extorsão.
Golpe do WhatsApp continua entre os mais comuns
Ricardo explicou que criminosos usam bancos de dados vazados para identificar parentes e se passar por familiares solicitando dinheiro via PIX. Apesar da população estar mais atenta, o golpe ainda faz muitas vítimas.
Ele destacou que o ponto mais vulnerável do criminoso ocorre quando tenta sacar ou movimentar o dinheiro recebido, etapa em que a polícia frequentemente consegue identificá-lo.
“Golpe do Amor” e prejuízos emocionais
O especialista citou episódios na região envolvendo o chamado golpe do amor, quando criminosos criam perfis falsos, passam meses conversando com as vítimas — em geral, mulheres — até solicitar dinheiro para supostas despesas, como taxas alfandegárias ou viagens. Em Sertãozinho, um caso recente gerou prejuízo de cerca de R$ 200 mil.
Sites falsos e golpes na Black Friday
Às vésperas da Black Friday, Ricardo alertou sobre sites clonados que imitam lojas oficiais. Ele orienta sempre acessar o site real digitando o endereço manualmente e desconfiar de promoções que não aparecem na plataforma oficial da empresa.
Falsos leilões e empréstimos
Outro golpe comum é o de leilões falsos, em que criminosos criam empresas fictícias, fotos manipuladas e perfis com avaliações antigas para simular credibilidade. Em Sertãozinho, há registros de golpes envolvendo a área próxima à Copercana.
Já o golpe do falso empréstimo costuma atingir pessoas endividadas. Criminosos se passam por bancos ou fintechs, solicitando “taxas” antecipadas — algo que nenhuma instituição séria faz.
Links suspeitos e atendimento bancário falso
Ricardo reforçou que nunca se deve clicar em links enviados por WhatsApp, SMS, Instagram ou e-mail, pois muitos criminosos usam esses acessos para visualizar a tela do celular da vítima e capturar senhas.
Como denunciar e quais provas guardar
O registro pode ser feito em qualquer delegacia ou pela internet. Para ajudar nas investigações, Ricardo recomenda que a vítima apresente:
- prints de conversas, números e perfis envolvidos;
- dados de transferência ou boleto pago;
- links acessados;
- comprovantes de pagamento;
- horários das ligações e mensagens.
