AMÉRICO PERIN
Américo Perin
Muitos brasileiros não sabem, mas o Brasil possui, ainda nos tempos atuais, uma família real monárquica. Seus membros estão vivos e moram no Brasil!!!
Se o nosso país ainda fosse uma monarquia, teríamos uma estrutura política diferente, possivelmente com menos instabilidade institucional, mas também menos participação popular. A corrupção também estaria por aqui, mas, com certeza, de modo “mais discreto” e suas consequências seriam menos nocivas.
Então, se ainda fôssemos uma monarquia, o Monarca Reinante seria Sua Majestade Dom Pedro IV do Brasil, descendente direto de Dom Pedro II. A Rainha consorte, Rainha Maria Isabel de Orleans e Bragança, com forte atuação diplomática e cultural. E o herdeiro do trono, o Príncipe Dom Rafael, jovem carismático, popular nas redes sociais e defensor de causas ambientais.
O sistema de governo seria a Monarquia Constitucional Parlamentarista, nos moldes do Reino Unido ou da Suécia. O Chefe de Estado, obviamente, seria o rei, com funções simbólicas e diplomáticas. E o Chefe de Governo um primeiro-ministro eleito pelo parlamento, líder do partido ou coalizão majoritária.
Teríamos uma Câmara dos Deputados eleita por voto popular e um Senado Real: composto por nobres indicados e representantes regionais. O voto seria facultativo e só para maiores de 18 anos.
Teríamos um sistema proporcional misto, com distritos eleitorais e listas partidárias. Os principais partidos seriam:
Partido Liberal Monárquico (PLM) – centro-direita, defensor da tradição e da economia de mercado. União Progressista Real (UPR) – centro-esquerda, voltado para justiça social e sustentabilidade, e o Movimento Popular Republicano (MPR) – minoria republicana que defenderia o fim da monarquia.
Os símbolos nacionais seriam outros, mas, com certeza, haveriam de ser mais respeitados e conhecidos por todos. O povo teria uma boa educação formal, o que daria uma sociedade que “não jogaria papel na rua”, diferente do que vemos nos tempos atuais.
Mas... Foi declarada a República.
A Proclamação da República no Brasil foi motivada por insatisfações políticas, sociais e econômicas, culminando em um golpe militar liderado por Marechal Deodoro da Fonseca em 15 de novembro de 1889.
Peço desculpas pelo espírito especulativo, mas, após algumas pesquisas em textos de estudiosos da nossa história, alguns cenários possíveis seriam:
Estabilidade institucional: monarquias parlamentares modernas, como as da Europa, tendem a ter menos crises políticas. O Brasil poderia ter uma figura simbólica como monarca e um primeiro-ministro eleito.
Menor polarização política: a presença de um monarca neutro poderia suavizar disputas partidárias, como ocorre em países como Suécia ou Reino Unido.
Menor participação popular: a monarquia poderia limitar a representatividade direta, dependendo do modelo adotado.
Cultura política diferente: a valorização da tradição e da continuidade poderia influenciar o comportamento político e social.
