CRISTIANE FRAMARTINO BEZERRA
Definitivamente é cada vez mais nítido que estamos vivendo a era da correria, da falta de tempo, do relógio acelerado, mas, o mais assustador, da reatividade!
Reagimos imediatamente a uma situação, a um acontecimento ou a uma fala. E por vezes provocamos danos quase que irremediáveis com nossa reação.
Estamos agindo primeiro. Pra só depois pararmos pra sentir e pensar a respeito.
Especialmente neste momento em que o digital e o virtual imperam. Em que a maioria das pessoas recorre às redes sociais para interagir, vender seus produtos e sua própria imagem e propostas de vida e trabalho.
Quando decido analisar alguns conteúdos, por vezes fico chocada com a acidez de alguns, com a falta de sororidade, de empatia.
Falo muito nos meus textos sobre os julgamentos excessivos e punitivos expostos nos comentários, por ser uma gritante e extensa falta de compaixão e muitas vezes até de respeito.
Especialmente de gente que, por vezes, quer se apresentar como cordial, cristã ou algo assim.
Ser gente passa pelo pressuposto básico de se ter cérebro e coração! E, de preferência, que se possa fazer um exercício de união entre estes nossos tão importantes órgãos.
Razão e emoção em equilíbrio é tudo o que nossa humanidade anda pedindo, urgentemente.
Sentir, pensar e agir.
Sentir primeiro aquilo que acontece. Se colocando exatamente naquela posição. Para depois pensar bem a respeito e só então agir, se expressar.
Eu sempre me considerei uma excelente motorista. Filha de caminhoneiro, pegava estradas por horas e horas sem o menor problema. Dirigindo sozinha até o Rio de Janeiro ou Vitória... E, de repente, numa manhã linda, bati atrás de um carro parado, na Fiúsa com a Caramuru por pura desatenção.
Foi leve, sem maiores danos físicos ou materiais. Mas poderia ter sido pior.
Já sofri mal súbito na Presidente Vargas por causa de diabetes e consegui parar em tempo. Uma vez o carro da Rádio Tropical que eu dirigia perdeu o freio e eu quase entrei debaixo de um caminhão na Avenida Brasil. Cabral, o técnico de som, nunca passou um susto tão grande (graças ao pai caminhoneiro que me ensinou muito, eu usei o tal "freio motor" e evitei a tragédia).
Mesmo antes destes episódios, sempre fui cautelosa em julgar o que provocou o que quer que fosse. Quem era culpado e o porquê.
Precisamos mesmo de desaceleração, mais respiração e atenção!
Sentir mais, pensar mais, criticar menos!
Muito Amor e Luz pra você e pra todos!
Cristiane Framartino Bezerra
Historiadora de Religiões, Escritora, Angelóloga, Celebrante, Cerimonialista, Produtora Cultural
Atendimento Angélico: 16 999941696 ou
Instagram: @crisbezerrarp
