Seminário da Faesp leva cidade a apresentar lei
“São Roque Sem Fogo” é resultado de ação ocorrida no ano passado, reunindo órgãos públicos e produtores rurais para discutir prevenção
O projeto de lei “São Roque Sem Fogo”, encaminhado à Câmara Municipal pelo prefeito Guto Issa, surge como desdobramento prático do seminário promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) em outubro, que reuniu representantes de órgãos públicos, especialistas ambientais e produtores rurais para debater estratégias de prevenção e combate a incêndios em áreas agrícolas e de vegetação nativa. A proposta consolida as principais diretrizes discutidas no encontro, transformando recomendações técnicas em instrumentos legais que fortalecem a atuação coordenada entre poder público e setor produtivo.
A iniciativa parte do reconhecimento de que os incêndios rurais causam impactos que vão muito além das perdas ambientais, atingindo diretamente a economia do campo, a segurança alimentar e a integridade das comunidades que vivem e trabalham nas zonas rurais. O projeto estabelece medidas voltadas à prevenção, como incentivo à adoção de aceiros, manejo adequado de resíduos vegetais, planos de contingência nas propriedades e campanhas permanentes de conscientização. Também prevê protocolos de resposta rápida, integrando Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, prefeituras e entidades representativas do agro.
“É preciso aproximar o produtor das autoridades e setores que devem participar dessa discussão sobre prevenção. Incêndio em áreas urbanas possuem tempo de resposta mais rápida, entretanto no campo, muitas vezes em propriedades mais distantes das sedes das cidades, é preciso que haja uma rede de apoio pronta a atuar, salvando vidas e minimizando perdas”, frisou o presidente da Faesp, Tirso Meirelles.
Como parte da mobilização em torno do tema, a Faesp programou uma série de eventos em municípios de todas as regiões do estado de São Paulo, sendo o primeiro no próximo dia 10 de Fevereiro, em Itu. Os encontros têm como objetivo aproximar autoridades, técnicos e produtores rurais, promovendo capacitação, troca de experiências e alinhamento de procedimentos. A estratégia busca criar uma rede de colaboração regionalizada, capaz de agir de forma preventiva e articulada, reduzindo o tempo de resposta diante de focos de incêndio e ampliando a eficiência das ações em campo.
Ao estimular a cooperação entre o setor público e o produtor rural, leis como a São Roque Sem Fogo reforça a importância da responsabilidade compartilhada na proteção do meio rural. A proposta reconhece que prevenir incêndios é também preservar vidas, garantir a continuidade da produção agropecuária e evitar prejuízos financeiros que afetam toda a cadeia do agronegócio. Nesse contexto, a atuação da Faesp consolida-se como elo estratégico na construção de políticas públicas voltadas à segurança, à sustentabilidade e à resiliência do campo paulista.
“Esse movimento capitaneado pela Faesp é fundamental, porque a gente consegue trazer o município, o estado, o produtor, o sindicato rural e o corpo de bombeiros, todos envolvidos numa força sinérgica em direção ao problema de fogo em mata. Cuidados simples, como evitar o acúmulo de material combustível na área e manter os aceiros bem cuidados são essenciais na prevenção. E essa participação dos órgãos integrados causa uma força muito importante para que esse tipo de situação seja arrefecida”, concluiu o secretário de Segurança de São Roque, Alberto Malfi Sardilli.
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