AMÉRICO PERIN

09/03/2026

Nada de original dizer-se que o banditismo que se mostra em diferentes níveis da sociedade brasileira, nos moldes de organização que se vê hoje, originou-se no chamado período da repressão. Falha de quem “prendeu e arrebentou”, parafraseando um general presidente. Misturaram-se na mesma cela da prisão indivíduos com intelecto desenvolvido, em alguns casos até treinados militarmente em países onde havia “cursos” de especialização em guerrilha, com indivíduos do mundo do crime comum, de pouca instrução, enorme revolta interior e contra não sabiam bem lá o quê.

Aqueles guerrilheiros, com todo o tempo ocioso que a prisão lhes proporcionava, não tiveram dúvidas e logo enxergaram a grande oportunidade de aumentar o contingente de seus exércitos. Por sua vez, os não menos ociosos presos comuns, que não eram nada bobos, entenderam de imediato a grande chance que se lhes apresentava para um aperfeiçoamento na sua arte de....

Bem, o fato é que o tiro saiu pela culatra. Menos para o crime organizado, é claro, que usufrui até hoje com muita competência dos conhecimentos adquiridos dos guerrilheiros “made in Cuba”. Alguns guerrilheiros também alcançaram sucesso, foram rechaçados (MUITOS ESTÃO VOLTANDO...) dos altos cargos políticos que acabaram conseguindo depois da anistia ampla geral e irrestrita, mas sabe-se que continuam com livre trânsito pela nossa querida Brasília.

É claro que os argumentos usados pelas nossas autoridades durante os dias de terror em que vivemos não convencem ninguém. Assim também como não convencem ninguém as tentativas para explicar a falta de punição aos políticos corruptos que enojam nossas casas de leis. Assim também como não convence ninguém o anúncio da prisão de um ou outro ladrão do dinheiro público, quantias absurdas que, segundo divulgado pela imprensa, fomentaria um crescimento enorme na economia interna do Brasil.

Na verdade, nada que venha de um pronunciamento oficial está convencendo mais ninguém.

Lembro-me do meu tempo de executivo na indústria automobilística. Insistíamos na necessidade da existência de um organograma com correta atribuição de funções, para que ninguém entrasse na área de ninguém. Tínhamos objetivos a alcançar e, assim organizados, o sucesso sempre foi uma certeza. Um organograma com correta atribuição de funções evita desperdício de tempo e aumenta a produtividade. Você é bandido, portanto suas funções são essas. Você é deputado ou senador, portanto suas atribuições são essas. Você é policial, portanto suas atribuições são essas.... Até numa simples escola de música isso é muito necessário, pois evita aborrecimentos e os alunos são beneficiados.

Pois bem, acho que vi isso funcionar alguns anos atrás. Está bem claro, na minha lembrança, o pronunciamento do ex-deputado Roberto Jefferson, quando olhando para seus pares na Câmara, disse:

“Senhores, eu não sou melhor do que nenhum dos senhores...” E o que se “ouviu” foi um profundo silêncio!!!! Viu!? Todos sabiam das suas funções e atribuições, só que até agora....

Ah, só de passagem: a inflação está de volta! Precisa chamar o nosso presidente urgentemente para que, do alto da sua sabedoria e conhecimentos ímpares, possa dar uma entrevista para explicar isso. Aí, na entrevista, a gente aproveita e pergunta mais outras coisinhas que andam sendo publicadas pela mídia... Ele anda sumido, não!?