Polícia aponta série de indícios e pede prisão preventiva de genro de idosa morta em Sertãozinho
A Polícia Civil de Sertãozinho representou pela prisão preventiva de Igor, genro da idosa de 61 anos encontrada morta em sua residência, após reunir uma série de elementos considerados relevantes para a investigação do crime.
De acordo com o boletim de ocorrência, a apuração indica uma possível motivação patrimonial relacionada a um empréstimo de R$ 13 mil realizado recentemente pela vítima. Segundo o depoimento da filha da mulher, apenas ela e a mãe tinham acesso à conta bancária onde o valor estava depositado.
Durante os trabalhos periciais, os investigadores constataram que a residência não apresentava sinais de arrombamento ou invasão forçada. Além disso, os pertences da vítima permaneciam aparentemente intactos, circunstância que reforçou a hipótese de que o autor teria ingressado no imóvel sem resistência, possivelmente por ser uma pessoa conhecida e de confiança da vítima.
Outro ponto destacado pela investigação foi o comportamento da cadela da vítima. Conforme relato da filha, o animal não apresentou qualquer reação de alerta ou latidos no período em que o crime teria ocorrido, fato considerado compatível com a presença de alguém do convívio familiar.
A companheira do investigado informou aos policiais que Igor retornou para casa por volta das 13h no dia dos fatos demonstrando nervosismo, tensão e comportamento incomum. Ela também relatou que o investigado apresentava um ferimento recente em uma das mãos, cuja explicação teria sido um acidente ocorrido em uma lixeira localizada em frente à residência.
Durante as diligências, os policiais localizaram na mesma lixeira roupas apontadas como pertencentes ao investigado. Entre os objetos apreendidos, estava uma blusa vermelha que, segundo a testemunha, teria sido utilizada por Igor no dia do crime. As peças apresentavam manchas com características semelhantes a sangue e foram encaminhadas para perícia.
A investigação também menciona que o ferimento encontrado na mão do suspeito possui características compatíveis com lesões observadas em autores de crimes praticados com arma branca, embora a confirmação dependa dos laudos periciais.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, a companheira de Igor declarou que ele já teria praticado agressões contra ela em ocasiões anteriores, sendo descrito como uma pessoa violenta.
Diante do conjunto de indícios, a autoridade policial entendeu estarem presentes os requisitos previstos nos artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal e representou pela decretação da prisão preventiva do investigado.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil. A autoria e as circunstâncias do crime ainda serão analisadas pela Justiça, sendo garantido ao investigado o direito à ampla defesa e à presunção de inocência.
