AMÉRICO PERIN
Américo Perin
O Brasil chega às eleições de 2026 com indicadores alarmantes: carga tributária recorde, percepção generalizada de corrupção, crise educacional persistente e avanço do crime organizado. Esses dados reforçam que o pleito será mais do que político — será um teste de sobrevivência institucional.
A corrupção abalou a confiança institucional. Em pesquisa publicada por institutos confiáveis, 90% dos brasileiros percebem corrupção no sistema de saúde; 66,8% classificam como “alta” e apenas 12% não veem irregularidades.
Nos últimos 25 anos, segundo dossiê de 2026, o país perdeu $ 156 bilhões em esquemas anulados ou paralisados por falhas processuais em operações anticorrupção.
A confiança nas instituições políticas é mínima: partidos (30 pontos), Congresso (34), Presidente da República (42), Governo Federal (46). Já Corpo de Bombeiros (86) e escolas públicas (68) lideram a credibilidade.
No quesito educação, a crise é alarmante, apenas 12,4% dos alunos do Ensino Médio têm aprendizagem adequada em Matemática; 53,9% estão abaixo do básico.
Entre ingressantes em licenciatura, só 14,7% estavam entre os 20% melhores do Enem; a carreira docente segue pouco atrativa.
A desigualdade racial ainda é motivo de vergonha no país: 81,7% dos jovens brancos concluem o Ensino Médio até os 19 anos, contra apenas 69,5% de pretos, pardos e indígenas.
O crime organizado segue avançando e progredindo no quesito administrativo de suas atividades. O Judiciário registrou 13.786 julgamentos relacionados ao crime organizado apenas no primeiro semestre de 2026, um aumento de 143% em cinco anos.
Facções como PCC e Comando Vermelho ampliaram domínio territorial e diversificaram atividades ilícitas (ouro ilegal, combustíveis, mercado imobiliário).
O peso tributário afoga a economia, tendo-se notícias recentes de empresas que se deslocam para o Paraguai, por se mostrar mais atrativo do que o Brasil. O brasileiro trabalhou 150 dias em 2026 apenas para pagar impostos, o equivalente a 41,1% da renda anual.
A carga tributária bruta chegou a 32,4% do PIB, recorde histórico segundo o Tesouro Nacional.
A classe média (renda entre R$ 3 mil e R$ 10 mil) enfrenta a maior proporção: 43% da renda comprometida com tributos.
Em síntese, o Brasil entra em 2026 com instituições políticas desacreditadas, serviços públicos corroídos pela corrupção, educação em colapso e crime organizado em expansão. A carga tributária elevada sufoca famílias e empresas, sem retorno proporcional em infraestrutura ou segurança.
A eleição de outubro será, portanto, um divisor histórico: ou o país aceita a degradação como normal ou busca ruptura com as lideranças atuais responsáveis pela administração fiscal, liberdade econômica, combate ao crime e valorização da educação.
