AMÉRICO PERIN

01/12/2025

Pintados para guerra

Américo Perin

Esses humanos não têm jeito mesmo... Desde os idos tempos da maçã e da cobra, vivem se desentendendo. Os motivos variaram de uma época para outra, mas o que se percebe é que não conseguimos viver em paz até hoje.

Os gregos, parece que tinham como esporte favorito guerrear consigo mesmos, pois as cidades Estados viviam se pegando. Os romanos então viajavam pelo mundo conhecido da sua época e brigavam com todo o resto daquele mundo. Na Europa de 1800, desentendimentos até por uma ofensa pessoal a um nobre, por outro país, já era motivo de se recorrer às armas e muita gente morria.

Tivemos a primeira grande guerra e alguns anos depois a segunda, que matou gente pra burro. Aqui pelas Américas também, mesmo antes da invasão dos europeus, os habitantes originários brigavam o tempo todo entre si e até alguns comiam os inimigos para ficar com as boas qualidades deles...

Mais recentemente, os EUA responderam a uns senhores lá no deserto e bombardearam tudo que era caverna até matarem o chefão inimigo. E os argentinos fizeram o exército de sua majestade inglesa dar um passeio até as Malvinas. Segundo consta, muitos descendentes dos índios que habitavam a região, da hoje Argentina, morreram tentando ganhar a guerra contra a Inglaterra...

Parece que ninguém aprendeu a lição. Atualmente, são os judeus se pegando com os árabes. Os japoneses e os chineses se desentendo e fazendo ameaças uns aos outros por causa de um pedacinho de terra que, pelo que se sabe, nem é pródigo em riquezas naturais. As torcidas do Flamengo e do Fluminense aquecendo-se para o próximo jogo, assim como as do Palmeiras e do Corinthians também...

Então pensei: “que bom, eu moro numa cidade que, apesar de rica e em pleno progresso, mesmo no país em que se situa, ainda causa a pergunta das pessoas de fora; Sertãozinho? Onde fica?...”

Pois é, estou pensando em parar com minhas crônicas escritas e as gravadas para o programa das quintas-feiras à noite para a AVFAB - Associação dos Veteranos da Força Aérea Brasileira -, e também as postagens de gravações da Orquestra Jovem (de Sertãozinho), que já provocaram manifestações (por enquanto de felicitações) vindas até de países europeus, pois eu divulgo o Jornal Agora e o Programa da Rádio WEB por lá. Essa internet está diminuindo distâncias e vai que alguém declara guerra pra se apossar das nossas riquezas, principalmente pelo resultado dos resíduos não poluentes do nosso álcool combustível....

Meus amigos, ficamos por aqui nesta semana e, se permitem, deixo uma sugestão para refletirmos: “Enquanto a guerra destrói, a cultura constrói. Que os violinos, clarinetes, saxofones, flautas, trombones e trompetes calem os tambores da guerra”.