CRISTIANE FRAMARTINO BEZERRA

O nome de Deus
03/08/2026

Por mais que eu passe o tempo procurando incentivar minha mente a seguir meu coração, a olhar mais para as bênçãos do que para as perdas, enxergando a importância de tudo o que nos acontece, porque normalmente nos fortalece, tenho que admitir que estamos vivendo tempos bem controversos e desafiadores.

Desde a mais tenra infância, vivi uma religiosidade presente e repleta de bons exemplos. Primeiro, dentro da própria família. Por um lado, o catolicismo forte. Um tio diácono, padres amigos muito queridos, como Padre Chico, Estêvão,  Paulo. Presentes nas nossas vidas e no Jardim Independência. Por outro, uma tia muito amada metodista, que nos levava às vezes para a escola dominical. Depois, a convivência diária com o pai de uma grande amiga, pastor evangélico. Na Ruben Berta, alguns amigos espíritas e da Ordem Rosa Cruz. Logo cedo, conheci Chiara Lubich e o Movimento dos Focolares! Depois, meu vivo interesse pelos Anjos e as manifestações consideradas paranormais que tive. Cada um decidia dar um nome para os fenômenos que vivi. Como quando vi na minha tela mental o acidente que meu pai sofria a mais de dois mil quilômetros de distância e narrar à minha Mãe em verdadeiro transe e estado de choque, gritando que meu pai havia morrido. De fato, meu pai sofreu um acidente gravíssimo naquele dia e foi dado como morto, até uma enfermeira passar perto de onde estava, já coberto por um lençol, e ouvir que estava respirando novamente.

Enfim... Tudo isto pra dizer que Deus, Anjos, Santos, Espiritualidade, Bíblia, Manuscritos do Mar Morto, Livros de diversas doutrinas e religiões sempre estiveram presentes na minha história. Mas, acima de tudo, nas pessoas das diversas religiões da minha infância, adolescência e convivência, havia uma coisa em comum: elas efetivamente viviam na prática o que a fé que professavam preconizava. Havia especialmente bondade e gentileza em praticamente todas elas. Dos antigos vizinhos e parentes de Santa Rita até os de Ribeirão Preto, Porto Ferreira, do Paraná...

Sigo os exemplos que tive de ajudar aos próximos, oferecer comida e água, roupa e afeto. Mas, acima de tudo, de doar respeito, gratidão, admiração.

Hoje, do alto dos meus cinquenta e poucos anos de vida, assisto entristecida a tanta gente que vai a igrejas ou templos, carregam com devoção seus livros sagrados e acessórios, mas proferem palavras de ódio e endurecimento,  propagam vingança e desejo de matar e armar as pessoas.

O nome de Deus sendo maltratado, vilipendiado, como em tantas ocasiões do passado histórico, em que "guerras santas" eram deflagradas. Milhões de pessoas foram e são mortas diariamente com o apelo de uma fé que, na verdade, queria e ainda quer terras, poder, dinheiro. A ganância irrefreada de disputas intituladas religiosas, mas que, na verdade, ofereciam e oferecem um destilar de desrespeito à humanidade e ao mais sagrado dos ensinos divinos: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo!

Por vezes o desânimo tenta se abater sobre mim, mas pego de volta da infância a Pollyana menina que sempre me moveu e jogo o Jogo do Contente, querendo acreditar que um novo dia vai chegar, com gente que ama de verdade e honra com a própria vida e atitudes a deidade que respeita!

Seja Deus, Rá, Jeová, Krishna, Vishnu, Buda, Sol!

Seja o Ser Supremo que for, mas que possa nos livrar definitivamente da raiva, da mágoa, da falta de gentileza, de respeito, de Amor!

Que as pessoas voltem a sorrir com leveza e paz!

Olhando nos olhos e estendendo as mãos!

Eu sei que é possível! Ainda há tempo!

Que venha a Era de todos se enxergarem como irmãos!

Muito Amor e Luz pra você!

 

 

Cristiane Framartino Bezerra

Historiadora de Religiões, Escritora, Cerimonialista, Celebrante, Produtora Cultural, Angelóloga, Ativista social, cultural, humanitária e política.

Atendimento Angélico: 16 999941696 ou Instagram: @crisbezerrarp