AMERICO PERIN

03/11/2025

O mundo está apreensivo ante os últimos acontecimentos no cenário internacional e nota-se que ainda há países muito mal representados quando alguns dos seus “representantes” sobem numa tribuna e falam para a comunidade internacional. É nítido que lhes falta conhecimento, educação - principalmente a formal.

O diálogo entre nações deve acontecer entre pessoas preparadas, que tenham recebido os ensinamentos formais à altura para representar o país com ideias lúcidas, desagregadas de ideologias ultrapassadas e aquele discurso repetitivos cheio de ideias retrógradas.

O aumento de tensões entre potências econômicas e militares realmente acende alertas. Em um mundo interconectado, conflitos entre grandes nações podem ter efeitos em cascata, afetando economias, cadeias de suprimento, segurança alimentar e estabilidade política em países menores. A diplomacia e o multilateralismo são mais importantes do que nunca.

A história está repleta de exemplos de políticas públicas mal planejadas ou ideologicamente enviesadas que resultaram em estagnação ou retrocesso. O desafio está em construir um projeto de nação que una eficiência administrativa com justiça social, sem cair em extremismos.

Para tanto, a formação de professores tem de ser prioridade e a qualidade dos cursos de licenciatura é essencial. Quando esses cursos são frágeis, formam-se profissionais despreparados, o que compromete toda a cadeia educacional. A escola deve ser um espaço de pensamento crítico, não de doutrinação, pois a pluralidade de ideias é fundamental para formar cidadãos conscientes.

Embora o Ensino a Distância (EaD) tenha seu valor, especialmente para ampliar o acesso, ele exige rigor, estrutura e acompanhamento. Mas, quando usado de forma indiscriminada ou como solução barata, compromete a formação profissional.

A banalização do acesso a cursos de Medicina e aos critérios de seleção, sem garantir a qualidade da formação, pode colocar vidas em risco. A Medicina exige não apenas conhecimento técnico, mas também ética, empatia e preparo contínuo.

Tudo começa lá na educação básica, que, obrigatoriamente tem de ser de boa qualidade, pois, sem uma base sólida, todo o edifício educacional desmorona. Investir na alfabetização, no pensamento lógico, na leitura crítica e na formação cidadã, pontos absolutamente indispensáveis, são o alicerce de qualquer país que queira prosperar.

Boa semana a todos.