O corpo pós-Ozempic e a corrida por tratamentos estéticos não invasivos

O corpo pós-Ozempic e a corrida por tratamentos estéticos não invasivos
22/09/2025

Avanço tecnológico e mudança de mentalidade colocam o Brasil entre os líderes da estética mundial

 

Ozempic, Mounjauro e outros medicamentos à base de semaglutida mudaram a maneira como milhões de pessoas controlam seu peso. Em 2024, as vendas globais ultrapassaram US$ 21 bilhões, segundo a consultoria IQVIA, consolidando a "injeção de emagrecimento" como um fenômeno global. Mas, junto com a rápida perda de peso, surgem novos dilemas: flacidez da pele, diminuição da produção de colágeno e alterações no contorno corporal.

E qual a solução para essa questão? É aí que entram os procedimentos estéticos não invasivos, cada vez mais procurados por quem busca alinhar saúde metabólica e autoestima. "Pacientes pós-semaglutida atingem seu objetivo na balança, mas muitas vezes sentem que sua pele não acompanhou essa transformação. Hoje, clínicas de estética equipadas com tecnologias que restauram a firmeza, estimulam o colágeno e reequilibram a harmonia do rosto e do corpo sem bisturi estão cada vez mais presentes na vida desses brasileiros", explica Claudio Winkler, especialista internacional em equipamentos médicos estéticos.

 

Entre os tratamentos mais procurados estão:

Radiofrequência multipolar: aquece as camadas profundas da pele, estimulando a produção de colágeno e melhorando a firmeza.

Ultrassom microfocado: atua em pontos estratégicos nas camadas da pele para um efeito lifting, frequentemente usado na área do queixo e mandíbula.

Laser fracionado não ablativo: indicado para melhorar a textura, os poros e estimular a renovação celular.

Tecnologias híbridas de radiofrequência e microagulhamento: combinam estimulação mecânica e energia para tratar flacidez intensa.

Esses recursos já são chamados de pós-tratamentos para perda de peso acelerada . Clínicas relatam um aumento significativo na demanda por protocolos combinados, que integram radiofrequência corporal e ultrassom facial para restaurar a sustentação da pele. "Estamos diante de um novo ciclo na estética, em que a perda de peso é apenas o primeiro passo. O segundo é a reconexão do corpo com a autoimagem. Tratamentos não invasivos se tornam parte essencial dessa jornada, proporcionando resultados seguros e naturais", afirma Winkler.

A tendência não é temporária. Para o especialista, a chamada "geração pós-Ozempic" transformará a forma como a sociedade enxerga a beleza e a longevidade. "Não estamos falando apenas de estética, mas também de bem-estar emocional. Olhar-se no espelho e se reconhecer faz parte do processo geral de saúde", conclui.

 

Karol Romagnoli - Consultora Sênior - karol@luckyassessoria.com.br