Novo tratamento para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é aprovado no Brasil

27/04/2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou Nucala (mepolizumabe) para o tratamento de pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). 1 No Brasil, o medicamento já possui aprovação regulatória para outras restrições, como Asma Eosinofílica Grave, Granulomatose Eosinofílica com Poliangeíte (GEPA), Síndrome Hipereosinofílica e Rinossinusite Crônica com Pólipos Nasais (RSCcPN). 8

A aprovação da nova indicação contempla seu uso como tratamento complementar de manutenção em pacientes adultos com DPOC não controlado, caracterizados por níveis elevados de eosinófilos no sangue, apesar do uso de terapia inalatória otimizada com corticosteroide inalatório (ICS), broncodilatador de longa duração beta-agonista (LABA) e antagonista muscarínico de longa duração (LAMA) 1,8 ,conhecida  também como tripla terapia.

A decisão é baseada nos dados do estudo de fase III MATINEE, que avaliou a eficácia e segurança de mepolizumabe em uma população ampla de pacientes com DPOC e evidência de inflamação tipo 2, identificada por contagem elevada de eosinófilos. No estudo, o medicamento demonstrou redução estatisticamente significativa e clinicamente relevante em taxas de exacerbações, episódios de crises, moderadas ou graves. Além disso, foi observada redução nas taxas de exacerbações que resultam em atendimentos de emergência ou hospitalizações, eventos associados à progressão da doença, piora da qualidade de vida e aumento do risco de mortalidade. 2

 

DPOC é subdiagnosticada

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica é uma doença inflamatória pulmonar, progressiva e heterogênea, que inclui condições como bronquite crônica e enfisema. Estima-se que mais de 390 milhões de pessoas vivam com a doença globalmente, sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade no mundo. 3,4 No Brasil, a doença afeta aproximadamente 15 milhões de brasileiros, sendo a quinta causa de morte no país. 5,9 A doença também representa um importante desafio de saúde pública, pois estima-se que cerca de 70% das pessoas com a doença não têm diagnóstico, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o risco de complicações. 5,6

Caracterizada por sintomas adversos persistentes, como falta de ar, lançamento e produção de muco, a DPOC corrige alterações nas vias aéreas que levam à limitação progressiva do fluxo de ar. Embora não tenha cura, a doença pode ser protegida e controlada. O manejo adequado, que inclui farmacoterapia, reabilitação pulmonar e acompanhamento médico, pode melhorar a qualidade de vida, retardar a progressão da doença e reduzir o risco de mortalidade. 3

Apesar dos avanços no tratamento, muitos pacientes continuam apresentando sintomas persistentes e crises, mesmo com o uso de terapias inalatórias combinadas. Essas exacerbações, também conhecidas como “ataques pulmonares”, representam episódios agudos de piora dos sintomas e podem levar a danos irreversíveis nos pulmões, além de aumentar o risco de hospitalização e morte. 3

"A DPOC é uma doença complexa e heterogênea, e uma parcela relevante dos pacientes apresenta infecção tipo 2, associada a maior risco de exacerbações graves. Com mepolizumabe, biologia de administração mensal, ampliamos a possibilidade de uma abordagem mais direcionada e personalizada, baseada em biomarcadores, com potencial de reduzir eventos que aceleram a progressão da doença e impactam significativamente a qualidade de vida dos pacientes", afirma Luciana Giangrande, Diretora Médica da GSK Brasil.

 

Mais sobre o tratamento

O mepolizumabe é um anticorpo monoclonal que atua bloqueando a interleucina-5 (IL-5), uma proteína central no processo inflamatório tipo 2. Ao inibir a ação da IL-5, o tratamento reduz os níveis de eosinófilos, contribuindo para o controle da inflamação subjacente à doença. 7,8

"A aprovação de mepolizumabe para DPOC no Brasil representa um avanço importante no cuidado de pacientes que estão passando por crises, mesmo com o uso de outras terapias. Esse marco reforça o compromisso da GSK em trazer inovações que atuem nos mecanismos da doença e contribuam para reduzir o impacto do DPOC na vida das pessoas e no sistema de saúde", afirma Olavo Corrêa, presidente da GSK Brasil.

 

Sobre a DPOC

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é caracterizada por gravidade persistente das vias aéreas e limitações progressivas do fluxo de ar, resultando em sintomas como falta de ar, tosse crônica e produção de artrite. 3

 

Sobre o estudo MATINEE

O MATINEE é um estudo clínico de fase III, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, que avaliou o mepolizumabe como terapia complementar em pacientes com DPOC e histórico de exacerbações, apesar do tratamento com terapia inalatória otimizada. 2

O estudo incluiu pacientes com diferentes manifestações clínicas da doença, incluindo bronquite crônica, enfisema ou ambos, todos com evidência de inflamação tipo 2 descrições por contagem elevada de eosinófilos. 2 Os participantes receberam mepolizumabe 100 mg por via subcutânea a cada quatro semanas, além do tratamento padrão, por um período de até 104 semanas. 2

 

Sobre Nucala (mepolizumabe)

Nucala (mepolizumabe) é um anticorpo monoclonal que atua bloqueando a interleucina-5 (IL-5), uma proteína-chave na inflamação tipo 2. 7,8 O medicamento foi desenvolvido para o tratamento de doenças associadas a esse tipo de inflamação e já está aprovado para outras restrições, incluindo Asma Eosinofílica Grave, Granulomatose Eosinofílica com Poliangeíte (GEPA), Síndrome Hipereosinofílica e Rinossinusite Crônica com Pólipos Nasais (RSCCPN). 

 

thiago.nascimento@ bursonglobal.com