Novas leis ampliam proteção às mulheres e tornam obrigatória tornozeleira eletrônica para agressores
O podcast Dra. Rita recebeu Isabela Natani para falar sobre mudanças IMPORTANTES na legislação que fortalecem a proteção das mulheres.
Mudanças recentes na legislação brasileira, aprovadas em abril de 2026, reforçam os mecanismos de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Entre as principais novidades, está a priorização do uso de tornozeleira eletrônica para monitoramento de agressores, medida que passa a integrar de forma mais efetiva o conjunto de ações previstas na Lei Maria da Penha.
A nova regra determina que o monitoramento eletrônico seja aplicado com prioridade, especialmente em casos de descumprimento de medidas protetivas ou quando houver risco iminente à vítima. Antes, a utilização da tornozeleira era uma possibilidade a critério do juiz. Agora, caso a medida não seja adotada, a decisão deverá ser devidamente justificada.
Além disso, a legislação prevê que a vítima poderá contar com um dispositivo de segurança que emite alertas em caso de aproximação do agressor, ampliando a sensação de proteção e permitindo acionamento mais rápido das autoridades.
Outra mudança significativa é o aumento do rigor contra o descumprimento de medidas protetivas. A violação dessas determinações pode levar à prisão do agressor de forma mais imediata, reforçando o caráter preventivo da lei.
O pacote de atualizações também inclui a tipificação da chamada violência vicária. Esse tipo de crime ocorre quando o agressor atinge filhos, familiares ou pessoas próximas da vítima com o objetivo de causar sofrimento psicológico. A prática agora é reconhecida como crime autônomo, com penas que podem chegar a até 40 anos de reclusão, sendo enquadrada como hedionda.
Também houve avanço no combate à revitimização. Em casos de crimes que dependem de representação, como ameaça e difamação, a vítima não precisará mais confirmar repetidamente o desejo de prosseguir com a denúncia, evitando desgaste emocional durante o processo judicial.
Apesar dos avanços, especialistas destacam que a eficácia das medidas depende da aplicação prática e da atuação integrada das instituições. Casos recentes que ganharam repercussão nacional evidenciam que, mesmo com medidas protetivas em vigor, falhas na fiscalização ainda colocam vítimas em risco.
Dados apontam que a subnotificação segue como um dos principais desafios no enfrentamento à violência contra a mulher. Por isso, autoridades reforçam a importância da denúncia, que pode ser feita de forma anônima pelo telefone 180, canal nacional de atendimento.
As novas leis representam um passo importante, mas o enfrentamento à violência exige também conscientização social, fortalecimento das redes de apoio e atuação contínua do poder público.
Principais novidades:
- Tornozeleira eletrônica para agressores:
Agora é prioridade! O juiz deve determinar o monitoramento eletrônico em casos de risco ou descumprimento de medidas protetivas.
- A vítima também pode receber um dispositivo de alerta caso o agressor se aproxime.
- Descumpriu medida protetiva? Pena mais rigorosa:
O agressor pode ser preso com mais facilidade se desrespeitar as regras impostas pela Justiça.
- Violência vicária agora é crime:
É quando o agressor atinge filhos, familiares ou pessoas próximas para ferir emocionalmente a mulher. Agora pode gerar pena de até 40 anos.
- Fim da revitimização:
A vítima não precisa mais confirmar várias vezes que quer denunciar — evitando mais sofrimento durante o processo.
Mas atenção:
Lei é avanço, mas não resolve tudo sozinha.
A denúncia continua sendo essencial!
- Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher);
- Denúncia pode ser anônima;
- Rede de apoio salva vidas;
- A violência NÃO começa na agressão física. Começa no controle, na ameaça, na humilhação;
- Não normalize;
- Não silencie;
- Denuncie;
- Apoie;
- Proteja;
- Estamos falando de vidas.
E cada atitude pode fazer a diferença.
