Neuropediatra explica sinais e tratamento do TDAH infantil em podcast
Durante participação no Podcast Dra. Rita, a neuropediatra Dra. Elaine Pignata Sttrini falou sobre o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), condição do neurodesenvolvimento que costuma surgir ainda na infância e pode afetar o comportamento e o aprendizado das crianças.
Segundo a especialista, o transtorno apresenta três principais características: desatenção, hiperatividade e impulsividade. Nem sempre os três sintomas aparecem juntos, mas, quando eles causam prejuízo no dia a dia da criança, podem indicar a presença do transtorno.
De acordo com a médica, o diagnóstico geralmente é realizado a partir dos 6 anos de idade, com base em avaliação clínica, relatos da família, informações da escola e aplicação de testes específicos. O acompanhamento de profissionais como psicólogos, fonoaudiólogos e psicopedagogos também pode ajudar na identificação do problema.
A neuropediatra explicou ainda que o TDAH tem forte influência genética, sendo comum que outros membros da família apresentem características semelhantes.
O tratamento pode envolver acompanhamento multidisciplinar, com terapias, e, em alguns casos, o uso de medicamentos. Segundo a especialista, quando tratado corretamente, o transtorno pode ser controlado e a criança consegue acompanhar melhor o desenvolvimento escolar e social.
Durante a entrevista, também foi abordado o impacto do uso excessivo de telas, como celulares e redes sociais. A médica destacou que a tecnologia não causa TDAH, mas pode agravar dificuldades de atenção, principalmente em crianças.
Estudos apontam que cerca de 5% das crianças apresentam o transtorno, enquanto aproximadamente 3% dos adultos convivem com o TDAH. O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são fundamentais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Principais sintomas do TDAH
De acordo com a neuropediatra, existem três características principais associadas ao transtorno:
- Desatenção – dificuldade em manter o foco em tarefas ou atividades escolares.
- Hiperatividade – comportamento muito agitado e dificuldade para ficar parado.
- Impulsividade – agir sem pensar ou dificuldade em esperar a vez.
- Nem sempre a criança apresenta os três sintomas ao mesmo tempo. Em alguns casos, o principal problema é apenas a desatenção.
Diagnóstico
O diagnóstico geralmente é feito por neuropediatras ou psiquiatras infantis, com base em:
- observação do comportamento da criança;
- relatos da família;
- informações da escola;
- aplicação de testes específicos.
A especialista explicou que é importante que os sintomas apareçam em diferentes ambientes, como em casa e na escola, e que realmente prejudiquem o dia a dia da criança.
Idade para diagnóstico e tratamento
O diagnóstico costuma ser mais preciso a partir dos 6 anos, quando o desenvolvimento da criança já permite uma avaliação mais clara.
O tratamento pode incluir:
- acompanhamento psicológico;
- terapia ocupacional;
- fonoaudiologia;
- orientação escolar;
- e, em alguns casos, uso de medicamentos;
- Segundo a médica, a medicação pode ajudar a regular processos biológicos do cérebro responsáveis pela atenção e controle do comportamento.
Influência genética
A neuropediatra destacou que o TDAH tem forte componente genético, presente em cerca de 80% dos casos, podendo ocorrer em pais, filhos ou irmãos.
Uso de telas e tecnologia
Outro tema abordado foi o uso excessivo de celulares, redes sociais e vídeos curtos. A médica explicou que o uso de telas não causa TDAH, mas pode piorar a atenção e a concentração, principalmente em crianças.
Por isso, ela orienta que os pais controlem ou até evitem o uso de telas na infância, estimulando outras atividades, como leitura, brincadeiras e interação social.
Frequência do transtorno
Estudos indicam que:
- cerca de 5% das crianças apresentam TDAH;
- aproximadamente 3% dos adultos convivem com o transtorno.
O diagnóstico e o acompanhamento adequado ajudam a criança a desenvolver melhor seu potencial e acompanhar o aprendizado escolar.
