Neuropediatra explica sinais e tratamento do TDAH infantil em podcast

Neuropediatra explica sinais e tratamento do TDAH infantil em podcast
16/03/2026

Durante participação no Podcast Dra. Rita, a neuropediatra Dra. Elaine Pignata Sttrini falou sobre o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), condição do neurodesenvolvimento que costuma surgir ainda na infância e pode afetar o comportamento e o aprendizado das crianças.

 

Segundo a especialista, o transtorno apresenta três principais características: desatenção, hiperatividade e impulsividade. Nem sempre os três sintomas aparecem juntos, mas, quando eles causam prejuízo no dia a dia da criança, podem indicar a presença do transtorno.

De acordo com a médica, o diagnóstico geralmente é realizado a partir dos 6 anos de idade, com base em avaliação clínica, relatos da família, informações da escola e aplicação de testes específicos. O acompanhamento de profissionais como psicólogos, fonoaudiólogos e psicopedagogos também pode ajudar na identificação do problema.

A neuropediatra explicou ainda que o TDAH tem forte influência genética, sendo comum que outros membros da família apresentem características semelhantes.

O tratamento pode envolver acompanhamento multidisciplinar, com terapias, e, em alguns casos, o uso de medicamentos. Segundo a especialista, quando tratado corretamente, o transtorno pode ser controlado e a criança consegue acompanhar melhor o desenvolvimento escolar e social.

Durante a entrevista, também foi abordado o impacto do uso excessivo de telas, como celulares e redes sociais. A médica destacou que a tecnologia não causa TDAH, mas pode agravar dificuldades de atenção, principalmente em crianças.

Estudos apontam que cerca de 5% das crianças apresentam o transtorno, enquanto aproximadamente 3% dos adultos convivem com o TDAH. O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são fundamentais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

 

Principais sintomas do TDAH

De acordo com a neuropediatra, existem três características principais associadas ao transtorno:

  • Desatenção – dificuldade em manter o foco em tarefas ou atividades escolares.
  • Hiperatividade – comportamento muito agitado e dificuldade para ficar parado.
  • Impulsividade – agir sem pensar ou dificuldade em esperar a vez.
  • Nem sempre a criança apresenta os três sintomas ao mesmo tempo. Em alguns casos, o principal problema é apenas a desatenção.

 

Diagnóstico

O diagnóstico geralmente é feito por neuropediatras ou psiquiatras infantis, com base em:

  • observação do comportamento da criança;
  • relatos da família;
  • informações da escola;
  • aplicação de testes específicos.

A especialista explicou que é importante que os sintomas apareçam em diferentes ambientes, como em casa e na escola, e que realmente prejudiquem o dia a dia da criança.

 

Idade para diagnóstico e tratamento

O diagnóstico costuma ser mais preciso a partir dos 6 anos, quando o desenvolvimento da criança já permite uma avaliação mais clara.

 

O tratamento pode incluir:

  • acompanhamento psicológico;
  • terapia ocupacional;
  • fonoaudiologia;
  • orientação escolar;
  • e, em alguns casos, uso de medicamentos;
  • Segundo a médica, a medicação pode ajudar a regular processos biológicos do cérebro responsáveis pela atenção e controle do comportamento.

 

Influência genética

A neuropediatra destacou que o TDAH tem forte componente genético, presente em cerca de 80% dos casos, podendo ocorrer em pais, filhos ou irmãos.

 

Uso de telas e tecnologia

Outro tema abordado foi o uso excessivo de celulares, redes sociais e vídeos curtos. A médica explicou que o uso de telas não causa TDAH, mas pode piorar a atenção e a concentração, principalmente em crianças.

Por isso, ela orienta que os pais controlem ou até evitem o uso de telas na infância, estimulando outras atividades, como leitura, brincadeiras e interação social.

 

Frequência do transtorno

Estudos indicam que:

  • cerca de 5% das crianças apresentam TDAH;
  • aproximadamente 3% dos adultos convivem com o transtorno.

O diagnóstico e o acompanhamento adequado ajudam a criança a desenvolver melhor seu potencial e acompanhar o aprendizado escolar.