CRISTIANE FRAMARTINO BEZERRA
"Bem aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia" Jesus (Mateus, 5,7)
Quando Jesus no seu sermão sobre as "bem aventuranças" fala de misericórdia, traz um dos seus mais belos ensinamentos.
Exemplifica com perfeição o que é amar a cada próximo do caminho. E o próximo é qualquer pessoa que cruza o nosso caminho e precisa de ajuda. Jesus ensina isso na famosa Parábola do Bom Samaritano (Lucas 10:25-37), mostrando que o próximo não é definido por religião, raça ou distância geográfica, mas pela atitude de compaixão e cuidado diante da necessidade que o outro traz.
Na história contada por Jesus, um homem foi assaltado, ferido e deixado quase morto na estrada. Pessoas da mesma religião e cultura que por ele passaram o ignoraram. Porém, um samaritano — alguém de um povo que era desprezado pelos judeus da época — parou, cuidou das feridas do homem e pagou por sua hospedagem até que melhorasse.
Foi muito além de simplesmente passar, olhar, se penalizar e ir embora, como tantas vezes fazemos no dia a dia. Olhamos com pesar, mas seguimos adiante, sem praticamente nenhuma atitude prática de misericórdia ou compaixão.
Diferencio misericórdia e compaixão, porque uma traz atitude e a outra sentimento. A compaixão é o sentimento de empatia e dor ao ver o sofrimento alheio, enquanto a misericórdia é a ação prática que nasce desse sentimento, traduzindo-se em perdão, ajuda concreta. Em resumo: a compaixão é o "sentir" (o coração), e a misericórdia é o "agir" (a atitude).
Compaixão: Vem do latim cum passio, que significa "sofrer com". É a capacidade de se solidarizar com a dor do outro e desejar que ele fique livre do sofrimento.
Misericórdia: É o ato de tratar alguém com mais amor e compreensão do que ele realmente merece, especialmente quando se tem o poder ou a razão para punir ou cobrar.
Uma pessoa pode ser compassiva (sentir a dor) sem necessariamente exercer a misericórdia (tomar a atitude de perdoar ou ajudar). No entanto, a verdadeira misericórdia costuma ter a compaixão como ponto de partida.
Em termos práticos, todas as religiões ensinam que se deve sempre se colocar no lugar da outra pessoa para saber como melhor tratá-la.
Mesmo quando há muitos pelas ruas precisando de ajuda e sabemos que nem sempre dispomos dos recursos suficientes para prover todas as suas necessidades, ao menos ouvir quem de nós se aproxima, com um sorriso aberto e paz no coração pode mudar o dia daquela pessoa.
Por vezes a misericórdia e a compaixão estão muito mais no acolhimento sincero e na paz que exalamos do coração do que propriamente do dinheiro que podemos oferecer.
Afeto, colo, ombro e estender as mãos também são doses eficientes e raras de empatia e comiseração!
Que possamos aprender a oferecer delicadamente cada vez mais a nossa afeição!
Muito Amor e Luz pra você!
Cristiane Framartino Bezerra
Historiadora de Religiões, Escritora, Cerimonialista, Celebrante, Produtora Cultural, Angelóloga, Ativista social, cultural, humanitária e política.
Atendimento Angélico: 16 999941696 ou Instagram @crisbezerrarp
