CRISTINE FRAMARTINO BEZERRA
Confesso que há dias tento não abrir nenhuma "rede" ligada às notícias, por medo do que vai ter por lá.
Porém, independente da minha vontade, de repente chegam notificações das mais diversas. Muitas das quais sobre feminicídios, crueldade com animais, acidentes graves, pessoas queridas que partiram abruptamente. E o sofrimento vem. Pelas próprias situações, por pensar nas pessoas que ficam sofrendo, nas famílias, enfim... Sentir a dor do outro com compaixão faz parte de quem eu sou.
E percebo que imediatamente temos respostas pra muitas destas situações. Nos transformamos muito rápido em delegados e juízes. Queremos justiça. E com certeza estamos certos nesta busca por soluções.
Mas precisamos parar, respirar e pensar num todo maior. No quanto estamos ligando o "piloto automático" e deixando a vida nos levar, sem necessariamente estarmos muito atentos ao nosso redor.
Pessoas muito amadas vivendo suas dores e solidões, sem que se deixem ser notadas.
E nós muitas vezes não notamos e nem chegamos muito perto, porque a correria do dia a dia nos consome.
Outro dia, uma amiga evangélica disse que se admirava da minha dedicação diária às preces, o fato de eu ler praticamente um capítulo ou salmo bíblico diariamente, quando ela por vezes fica dias sem pegar a sua Bíblia. Eu disse a ela que, mais do que as preces, rezas ou mantras, são muito importantes as nossas práticas diárias e nisto ela é uma das mais poderosas seguidoras do Cristo, por todo amor que espalha.
Considero importante nosso tempo dedicado a Deus, aos Anjos, aos Seres de Luz nos quais colocamos nossa Fé. Mas, mais do que repetir palavras, precisamos nos encher de boas ações.
Precisamos deixar brilhar em nós a esperança e a compaixão. Pensando sempre em que tipo de enfermidade está acometendo nossa sociedade, onde homens se acham no direito de tomar posse de suas mulheres e, se elas resolvem partir, morrem... Que tipo de sociedade faz com que jovens bonitos e bem-criados não se enterneçam diante de um animal... Na minha época de infância, os meninos pegavam "mamonas" pra acertar passarinhos... Pra mim, crueldade também e sempre briguei por causa desta "brincadeira" boba.
As mudanças foram ocorrendo... Mas algumas violências permanecem em algumas almas atormentadas.
Creio que estamos todos precisando orar mais, vibrar mais, mentalizar mais Amor ao redor!
Estamos todos feridos quando nossos jovens adoecem...
Vamos abrir os olhos e corações! Perceber que exemplos estamos deixando aos nossos filhos, alunos, às crianças!
Que sejam gestos afetuosos, de respeito, admiração e paz!
Muito Amor e Luz pra você!
Cristiane Framartino Bezerra
Historiadora de Religiões, Escritora, Angelóloga, Celebrante, Cerimonialista, Produtora Cultural
Atendimento Angélico presencial em Ribeirão Preto e Sertãozinho e a distância!
Agendamento: 16 999941696 ou
Instagram: @crisbezerrarp
