AMÉRICO PERIN

04/08/2025

Ah, a incompetência! Essa arte sutil de transformar momentos simples em verdadeiros espetáculos de comédia.

Na vida privada, não há registro de incompetentes no gerenciamento de nenhuma empresa de sucesso. Ou a empresa é administrada com competência, seriedade e honestidade ou simplesmente vai à falência, gerando prejuízos para alguns.

Já na vida pública, existe uma situação que não é de fácil entendimento - pelo menos para mim. Para exercer uma profissão como funcionário na vida pública, professores, médicos, advogados, engenheiros, enfim, profissionais de todas as áreas, precisam submeter-se a um concurso público. Nada mais justo. Mas, para exercer um mandato como governante, basta não ser analfabeto, não importa se funcional ou não. Ganhou nas urnas basta para ocupar qualquer cargo, por mais importante que seja. E o tal pode até repetir a vida toda o teor do mesmo discurso, pois seus iguais o aplaudem. Porém, a ignorância leva à irresponsabilidade e esta traz, via de regra, grandes prejuízos a uma nação inteira.

No palco da vida pública, a incompetência toma contornos épicos. Imagine um político prometendo acabar com a corrupção enquanto, ao mesmo tempo, usa a verba destinada à educação para investir em uma coleção de estátuas de gnomos de jardim! De repente, o país todo vira espectador de uma tragicomédia, em que as boas intenções se transformam em piadas de mau gosto que só fazem rir (ou chorar, dependendo do ponto de vista).

Em resumo, a incompetência na vida privada e pública é como um grande circo: um deslumbramento de deslizes e trapalhadas que nos lembram que, independentemente do palco em que atuamos, o show sempre deve continuar.

Mesmo que a plateia esteja em estado de choque...