Fórum em Morro Agudo promove debate sobre os crimes rurais que avançam no interior paulista e que mobilizam forças de segurança

Fórum em Morro Agudo promove debate sobre os crimes rurais que avançam no interior paulista e que mobilizam forças de segurança
01/12/2025

Evento reuniu produtores e autoridades responsáveis pela segurança pública

A escalada dos crimes rurais na região que abrange Ribeirão Preto, Franca, Barretos, Bebedouro e Sertãozinho tem provocado forte mobilização das forças de segurança e do setor produtivo. Nos últimos seis meses, aproximadamente 300 ocorrências envolvendo furtos e roubos no campo foram registradas, resultando na abertura de 12 inquéritos conduzidos pelo Grupo de Investigação em Área Rural (Giar) da Polícia Civil. A tendência, segundo autoridades, revela a ação de quadrilhas especializadas, altamente organizadas, que atuam com destino certo para equipamentos, veículos, insumos agrícolas e demais itens furtados.

Diante desse cenário, o Sindicato Rural de Morro Agudo, que representa 145 produtores e acompanha diretamente os impactos da criminalidade em mais de 700 propriedades espalhadas pelo município, promoveu um amplo debate sobre o tema ao lado da EPTV. O “Fórum de Segurança no Campo” reuniu produtores rurais, lideranças estaduais e o comando das forças policiais responsáveis pelo enfrentamento aos crimes no meio rural. O evento foi transmitido ao vivo pelo G1, o que ampliou o alcance das discussões e permitiu que toda a região acompanhasse as propostas e compromissos assumidos.

Participaram do encontro o presidente do Sindicato Rural de Morro Agudo, Roberto Carmanhan de Figueiredo; o chefe de gabinete da Secretaria de Segurança Pública do Estado, coronel Cássio Araújo de Freitas; o diretor do Deinter 3, Dr. Jorge Amaro Cury Neto; e o comandante do CPI-3, coronel Rodrigo Quintino. Ao longo do debate, foram detalhadas ações em curso e estratégias que devem ganhar força nos próximos meses, incluindo o reforço das atividades de inteligência, o monitoramento preventivo e a expansão do Programa Muralha Paulista, que integra câmeras de fazendas, sítios e chácaras ao sistema da Polícia Militar, garantindo maior agilidade no atendimento às ocorrências.

Um dos momentos mais simbólicos do evento foi a entrega de 11 novas viaturas da Polícia Militar, destinadas aos municípios de Morro Agudo, Franca, Sales Oliveira e São Joaquim da Barra. O reforço da frota é visto pelos produtores como um avanço importante, capaz de ampliar o patrulhamento ostensivo e oferecer respostas mais rápidas e eficientes às denúncias. O coronel Cássio Freitas ressaltou que a secretaria tem buscado aperfeiçoar o trabalho preventivo, com integração de sistemas de vigilância, análise de padrões de invasões e fortalecimento da atuação conjunta entre PM, Polícia Civil e produtores.

Produtores rurais presentes relataram que muitos já enfrentaram invasões, furtos de maquinário, combustível e insumos, além de roubos que trazem risco direto a funcionários e famílias que vivem nas propriedades. Alguns afirmam ter sido obrigados a arrendar áreas ou até mudar de atividade diante da insegurança persistente.

Para Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), o avanço da criminalidade traz desafios significativos ao agronegócio regional. “A união entre produtores, sindicatos e autoridades tem sinalizado um esforço coordenado para recuperar a sensação de segurança e proteger a base produtiva que sustenta uma das regiões agrícolas mais importantes do país”.

Com apoio do Sebrae-SP, Faesp/Senar-SP e da Prefeitura de Morro Agudo, o Fórum reforçou o papel crucial das instituições rurais na articulação entre produtores e Poder Público. “A defesa da segurança no campo é missão central, e reafirmamos o compromisso em manter a pauta ativa, colaborar com as forças policiais e atuar para garantir tranquilidade, proteção e respeito a quem vive e produz no meio rural”, diz Roberto Carmanhan, presidente do Sindicato Rural de Morro Agudo.

“A expectativa é de que este Fórum marque o início de um ciclo permanente de ações monitoradas, com resultados concretos e continuidade independente de circunstâncias pontuais”, comenta o gerente do Departamento de Sustentabilidade, José Luiz Fontes.

 

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