FAESP levanta custos florestais no interior

FAESP levanta custos florestais no interior
10/06/2024

Painéis de São José do Rio Preto, Tupã e Botucatu ouviram produtores rurais para identificar problemas nas lavouras de seringueira e eucalipto Ouvir produtores e encontrar formas de desenvolver lavouras de seringueira e eucalipto no interior de São Paulo. Essa foi a proposta das comissões de levantamento de custos de produção da Comissão Técnica Florestal de São José do Rio Preto, Tupã e Botucatu, que agora analisarão os dados para elaborar o relatório final. Com dados dos próprios produtores, é mais fácil encontrar soluções que permitam melhorar o desempenho e os lucros das culturas. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, acredita que esta é uma forma de traçar as melhores estratégias para o desenvolvimento da agricultura no estado.

Em São José do Rio Preto, o presidente do Sindicato, Sérgio Expressão, acompanhou parte do trabalho, que envolveu Noêmia Hansen e Natalino de Freitas, do Movimento Nacional de Produtores e Sangradores, além de Paulo Henrique Pachá, da Apotex. Nesta primeira análise, os produtores estão enfrentando prejuízos no curto, médio e longo prazos no cultivo da seringueira.

Já em Tupã, o presidente da União e diretor primeiro-secretário da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Márcio Vassoler, acompanhou todos os trabalhos ao lado do presidente da Câmara Setorial da Borracha, Roberto Quartim Barbosa. Numa primeira análise, o custo operacional efetivo (COE) e o custo operacional total (COT) estão sendo cobertos, mas o custo total (CT) não, o que pode levar a perdas no longo prazo.

“Esses levantamentos de custos são importantes, porque teremos a realidade de cada região. Como há variação entre as regiões, o produtor rural poderá ter noção dos ganhos da sua atividade”, explicou Vassoler.

A situação em Botucatu, porém, é melhor. Segundo Larissa Pereira do Amaral, assessora técnica do Departamento Econômico da Faesp, foi identificado que a receita da plantação de eucalipto está cobrindo praticamente todos os custos, da propriedade modal, de 30 hectares. O coordenador da Comissão Técnica, Alfredo Chaguri Junior, e o vice-coordenador, Antonio Ginack Junior, participaram dos painéis, que incluíram 44 produtores durante os três dias.

O coordenador destacou as dificuldades enfrentadas pelos produtores devido aos altos custos e como o eucalipto em Botucatu está apresentando melhor desempenho. “O eucalipto é uma importante fonte de matéria-prima para a fabricação de celulose. Tem se destacado como segunda fonte de renda para muitas propriedades, podendo ser cortada em qualquer época do ano e sendo cultivada em áreas de baixa fertilidade. O cultivo do eucalipto atraiu indústrias para Botucatu, revitalizando a economia local ao utilizar terras quase abandonadas”, disse Chaguri.

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