Entrevista aborda ansiedade social, medo de julgamentos e a importância da saúde mental

Entrevista aborda ansiedade social, medo de julgamentos e a importância da saúde mental
03/11/2026

Dr. Rita Tonielo entrevistou Ana Paula Tonetto, que falou sobre ansiedade social, seus principais sinais e os impactos que o medo de ser julgado pode provocar na vida pessoal, profissional e nos relacionamentos.

Durante a conversa, foram discutidas situações comuns enfrentadas por pessoas que sentem dificuldade para falar em público, participar de eventos, conhecer novas pessoas ou até mesmo fazer perguntas por receio de críticas e rejeição.

Medo de ser julgado pode limitar a vida

Um dos pontos abordados foi a preocupação excessiva com a opinião dos outros. Segundo os esclarecimentos apresentados na entrevista, experiências de humilhação, rejeição, bullying e ambientes familiares muito críticos podem contribuir para o desenvolvimento desse medo.

A ansiedade social pode levar ao isolamento e à desistência de oportunidades importantes, como participar de encontros, fazer amizades, buscar um emprego ou estabelecer relacionamentos.

Os sinais de alerta

Entre os sintomas mencionados, estão o medo intenso de ser observado ou ridicularizado, a dificuldade de falar em público e a tendência de evitar reuniões e compromissos sociais.

Também podem ocorrer manifestações físicas, como tremores, suor excessivo, palpitações e desconfortos gastrointestinais.

A entrevista destacou que esses sinais merecem atenção principalmente quando são persistentes e começam a prejudicar a rotina e a qualidade de vida.

A importância do apoio à infância e à adolescência

Outro tema discutido foi o papel da família e da escola no desenvolvimento das habilidades sociais. Incentivar crianças e adolescentes a se expressar, participar de apresentações e conviver com outras pessoas, sem submetê-los a julgamentos constantes, pode contribuir para o desenvolvimento da confiança.

A orientação apresentada é observar os comportamentos das crianças sem rotulá-las ou condená-las precipitadamente, respeitando suas particularidades e necessidades.

Tratamento e acompanhamento profissional

A conversa também ressaltou que a ansiedade social não deve ser tratada como frescura ou falta de vontade. Quando o sofrimento é intenso e compromete a vida cotidiana, buscar ajuda profissional é importante.

O acompanhamento psicológico pode auxiliar na compreensão das dificuldades e no desenvolvimento de estratégias para enfrentar situações sociais gradualmente. Em determinados casos, também pode ser necessária avaliação psiquiátrica.

Outro alerta foi para a desconfiança em relação a promessas de soluções milagrosas ou resultados garantidos em poucas sessões.

Informação e acolhimento fazem a diferença

A entrevista reforçou a importância de combater o preconceito relacionado à saúde mental. Em vez de críticas e julgamentos, pessoas que enfrentam dificuldades emocionais precisam de acolhimento, compreensão e orientação adequada.

Reconhecer o sofrimento e procurar ajuda são passos importantes para recuperar a confiança e melhorar a qualidade de vida.