AMÉRICO PERIN
Américo Perin
A Orquestra Jovem de Sertãozinho é um exemplo inspirador de inclusão, formação musical e transformação social. Vamos falar um pouco de sua trajetória e impacto.
Na Praça 21 de Abril aos domingos, o fim de tarde traz consigo mais do que o calor do interior paulista. Traz sons. Sons que dançam entre os galhos das árvores, que se misturam ao burburinho dos passantes e que, por vezes, param o tempo. É a Orquestra Jovem de Sertãozinho que está no coreto, como quem costura sonhos com notas musicais.
Criada em fevereiro de 2007, a orquestra nasceu com um propósito maior que o palco: socializar, educar, transformar. Crianças, jovens, adultos e pessoas com necessidades especiais encontram ali não só o aprendizado de um instrumento, mas o encontro com a própria voz. Muitos que começaram com mãos tímidas no violino, hoje são professores, músicos profissionais, universitários. A música, ali, é ponte.
O maestro Américo Perin, com sua batuta firme e olhar acolhedor, rege mais que acordes. Rege histórias. Histórias como a de Lucas, que trocou o silêncio por solos de clarinete. Ou de Ana, que encontrou no cello a força para seguir. Cada apresentação é um mosaico de vidas que se entrelaçam em harmonias brasileiras, italianas, natalinas.
Recentemente, sábado passado, no auditório do Teatro Municipal da cidade, os novos integrantes mostraram que talento não tem idade. Com coral, flautas, trombones, violinos e percussões, celebraram uma homenagem aos irmãos nordestinos que por aqui vivem. Dentro de poucos dias, as homenagens serão ao aniversário da cidade e ao espírito natalino, o que já é uma tradição em Sertãozinho. Em Ribeirão Preto, no Teatro Municipal com casa cheia, homenagearam os 151 anos da imigração italiana com o espetáculo “E eles chegaram”, com participação do Coro Memorie d’Itália e Grupo Folk de Dança Dante Alighieri.
A Orquestra Jovem de Sertãozinho não é mais apenas um projeto. É um movimento. Um sopro de esperança que ecoa entre partituras e corações. E, enquanto houver alguém disposto a ouvir, ela continuará tocando — afinando o mundo, nota por nota.
