Confira um pedacinho da entrevista incrível que foi ao ar no nosso Podcast!
Um papo cheio de informação e boas histórias com a médica veterinária Luciana Mello, que falou sobre alimentação natural, tipos de ração, alimentos proibidos e alergias em pets
“Enquanto as rações superpremium são mais selecionadas, outras apenas imitam o sabor, mas não trazem o ingrediente real. Por isso, é importante sempre ler o rótulo!” — explicou Luciana.
Ela também alertou sobre cuidados com a alimentação caseira:
“Dar arroz com frango e batata não é alimentação natural. Sem orientação veterinária, o animal pode ficar obeso ou desnutrido.”
Além disso, comentou sobre os alimentos proibidos, como uva, cebola, alho e chocolate, e destacou a importância de identificar alergias alimentares, que muitas vezes passam despercebidas:
“Muitos tutores acham que o problema não é a ração, mas às vezes o pet é alérgico a proteína principal, como frango ou carne.”
“A ração tende a ser um prato mais balanceado, então você tem menos chances de errar”, explica.
Segundo ela, dentro do universo das rações, existem diferentes categorias, como superpremium e premium, e isso faz toda a diferença na escolha.
“A superpremium é mais cara, mas é muito melhor. A diferença está na qualidade dos nutrientes. Você pode ver duas rações com 35% de proteína, mas a origem é o que muda: nas mais baratas, muitas vezes vem de farinha de pena ou de osso, enquanto nas superpremium as proteínas vêm de carnes mais selecionadas.”
Luciana também alerta para rótulos enganosos:
“Às vezes, aparece escrito ‘sabor salmão’, mas é só um flavorizante, e não há nada de salmão na composição. É importante sempre olhar a ordem dos ingredientes — o primeiro item é o que está em maior quantidade no produto.”
A veterinária lembra ainda que a alimentação natural também exige cuidado:
“Não é só fazer arroz, frango e batata, e dar ao cachorro. Sem orientação profissional e suplementação adequada, o animal pode ficar desnutrido ou obeso.”
Sobre rações específicas por raça, Luciana explica que elas têm sua função:
“O Yorkshire, por exemplo, tem tendência a acumular tártaro. Então, a ração para a raça ajuda na limpeza dental. Já as de raças claras, como o Maltês, trazem componentes que ajudam a manter a pelagem branca.”
Para casas com mais de um cão, é possível optar por uma ração para porte pequeno ou médio, que atenda bem a todos, desde que não haja casos de alergia alimentar.
“Para cães saudáveis, há muitas opções excelentes no mercado — e priorizar uma super premium é sempre a melhor escolha”, conclui.
