AMERICO PERIN

23/02/2026

Ora, bolas. Nestes dias, uma notícia que chamou a atenção, aliás, não com a ênfase que merecia. Foi a descoberta feita por setores de inteligência da polícia sobre o fato de as grandes facções que agem contrariando as leis vigentes no país estarem com forte campanha para aliciar jovens a se juntarem a elas. Não estou falando da classe política - até porque ainda existem políticos honestos (eu acredito).

Então, voltando ao assunto de hoje, sem entrar em maiores detalhes, que eu não sou besta, apenas desejo registrar minha decepção com a enorme desvantagem que se apresenta entre eu e a concorrência descoberta agora.

Motivar um jovem, nos dias de hoje, a largar um pouco o celular não é fácil. Pior ainda quando tratamos com esses que pertencem ao mesmo grupo - com valorosas exceções é claro -, que agora essa concorrência desleal vem disputar comigo: os jovens que vivem à beira do chamado risco social.

Eles precisam atender necessidades prementes e urgentes de alimentação, vestimenta, remédios etc. Esses jovens precisam, para já e agora, de soluções para problemas urgentíssimos que os afligem na condição de humanos... E a solução para isso passa, em grande parte, pela questão financeira. Eles e suas famílias precisam de dinheiro JÁ! E eu não posso concorrer com quem oferece isso, seja lá quem for....

Vocês leitores, que me prestigiam nesta coluna, não têm ideia da dificuldade que se tem em conseguir algum mecenato. Burocracia imposta pelo governo e empresários que não entenderam ser mais barato e confortável investir na educação do que viverem cercados por muros altos, com guardas armados dentro de suas casas, tirando-lhes até ali a liberdade que já não têm nas ruas etc etc...

Alguém vai dizer: sim, mas você está exagerando. Os governos têm sim vários projetos sociais que contemplam necessidades como a sua e outras mais. É verdade. Existem os projetos sociais e nossa Escola de Música recebe alguma verba por esse meio. Mas é muito pouco e agora comparando com o que essa nova concorrência oferece...

E mais. Os resultados práticos obtidos, na relação com o custo do investimento, não me convencem. O dinheiro está malgasto.

Coincidentemente, por estes dias, a Associação Orquestra Jovem de Sertãozinho – que já formou vários profissionais na área da música – está gerindo esforços para apresentar algumas ideias sobre o assunto com autoridades que talvez aceitem discutir o custo/benefício desse setor, pelo menos para nossa cidade.

E, mais uma vez obrigado e parabéns à Prefeitura Municipal, ao Grupo Balbo, Nova Smar, Engevap e HPB, que, continuam nos ajudando a matar “nossos leões de cada dia”...