AMÉRICO PERIN
Américo Perin
Meu convívio com os jovens renova o espírito e rejuvenesce o coração - o resto fica por conta da academia de ginástica, prática alimentar adequada, da boa genética que veio como herança e, pronto, desde o dia 6 já estou oficialmente como oitentão!
Nesse curto período – 80 anos –, vi muita coisa acontecer, inclusive participei ativamente de uma delas, como militar... Agora, saltam-me aos olhos os efeitos nocivos da política pública mal gerida por incompetência e corrupção – vou ficar só na incompetência, é melhor...
Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, os reis do baião, disseram com muita propriedade em uma de suas canções: “a esmola ou vicia ou aleija o cidadão”.
E dito e feito. Essa geração que hoje se candidata a entrar no mercado de trabalho, com algumas exceções é claro, está colhendo os frutos da educação assistencialista que foi propositadamente oferecida a ela nesses últimos anos. Seus representantes cresceram num ambiente onde não é necessário fazer esforço para conseguir as coisas, onde certas “bolsas” propiciam que um presidiário ganhe mais que a maioria dos trabalhadores honestos, a título de “auxílio-reclusão” ou coisa parecida, e seus filhos, que estão fora da cadeia, recebam mais uma bolsa qualquer a título de sei lá o quê. Esses jovens dessa geração cresceram num regime “educacional” equivocado, em que eles só têm direitos. Deveres não, pois parece que estudiosos (estudiosos sabe-se lá do que e de onde) disseram que “essas coisas” atrapalham na formação da criança...
Alguns “brasileiros”, certa época atrás, tentaram resolver os problemas do país e começaram a matar gente, incendiar ônibus com passageiros dentro e roubar bancos para implantar à bala um regime contrário à vocação do nosso povo. Perderam a guerra. (Será que perderam mesmo? Hoje recebem altas indenizações por terem perdido na bala e ainda por cima conseguiram o poder! Mas ninguém indeniza as famílias dos mortos do outro lado nem a empresas que tiveram seus ônibus queimados, inclusive com trabalhadores dentro, nem os bancos que foram assaltados...)
Esses “brasileiros”, na verdade, ajudaram a criar uma geração de outros brasileiros que não têm espírito de liderança e iniciativa.
A situação é tão absurda, que nem sequer o sentimento de gratidão – que é bom ter – é conhecido por aqueles jovens. Percebe-se claramente que, após terem visto à sua volta e muitos sido privilegiados por ele, não abrem mais mão do assistencialismo barato e inconsequente. Criamos uma geração de dependentes, enquanto outros países criaram uma geração de empreendedores. O absurdo fica ainda maior quando se percebe que a falta do sentimento de gratidão gera a sensação de que “a sociedade tem que me prover”. O que deveria ser uma ajuda momentânea, para ajudar pessoas desprovidas de qualidade de vida digna, passou a ser obrigação de quem tem mais. Não há interesse em prosperar pelos próprios meios e esforço.
Vai lá bobão, vota neles! E não se esqueça de embrulhar o Brasil para presente, pois a “mulecadinha” dos outros países está chegando, cada vez mais, para ser os patrões e chefes dos filhos da nossa terra varonil, pátria amada Brasil!
Feliz Ano Novo!!!!!
