A testosterona e a saúde sexual feminina

A testosterona e a saúde sexual feminina
24/08/2026

A testosterona também faz parte da fisiologia feminina e, para algumas mulheres, pode ser uma ferramenta importante no cuidado da saúde sexual.

Uma revisão sistemática, publicada agora em agosto no The Journal of Sexual Medicine, reuniu 33 estudos sobre terapia com testosterona em mulheres com disfunção sexual, separando os resultados conforme o status menopausal. Foram incluídos dois ensaios randomizados antes da menopausa e sete após a menopausa.

O benefício foi mais consistente nas mulheres pós-menopáusicas, com melhora do desejo, da satisfação sexual e dos sintomas do transtorno do desejo sexual hipoativo. Antes da menopausa, os achados também foram promissores, mas vieram de menos estudos e amostras menores.

Isso não significa que toda baixa libido seja “falta de testosterona”. O desejo envolve, sim, os hormônios, mas também o cérebro, sono, estresse, autoestima, dor, medicamentos, saúde vaginal, relacionamento e contexto de vida.

No entanto, a mensagem aqui é positiva: em mulheres bem selecionadas, sobretudo após a menopausa e com desejo sexual reduzido que causa sofrimento, a terapia pode oferecer benefício clínico relevante. Porém, deve ser sempre individualizada, integrada aos demais pilares da saúde e monitorada para evitar concentrações acima da faixa fisiológica feminina e identificar efeitos como acne, aumento de pelos ou queda de cabelo.

Cuidar da mulher por inteiro é investigar causas, corrigir o que está comprometido e reconhecer que a testosterona pode ter seu lugar, sem transformá-la em solução universal.

Conteúdo educativo. Terapia hormonal exige avaliação, prescrição e acompanhamento médico.

Ref.: doi.org/10.1093/jsxmed/qdag206