A principal causa de testosterona baixa em homens não é mais a idade: é a obesidade
Antigamente, reposição hormonal era coisa de homens acima de 50, 60 anos. Hoje, o cenário mudou, com a epidemia de obesidade ligada diretamente à queda nos níveis de testosterona em homens. O excesso de gordura corporal, especialmente a abdominal, reduz testosterona, libido, força e massa muscular.
Na obesidade, é comum a resistência à leptina, um hormônio produzido pela gordura, que deveria sinalizar saciedade ao cérebro e também estimular no cérebro o início da cadeia que produz testosterona.
Em obesos, os níveis de leptina estão altos, mas há uma falha no cérebro que não responde a ela. Quando a leptina age corretamente, estimula o cérebro a liberar hormônios que sinalizam o testículo para produzir testosterona.
A obesidade causa o chamado hipogonadismo secundário (baixa testosterona devido a falhas cerebrais, não no testículo em si). A boa notícia é que a perda de peso (apenas 5%-10%) é capaz de aumentar a sensibilidade à leptina e restaurar até 30% dos níveis de testosterona.
Além do mecanismo da leptina, a gordura em excesso converte a testosterona em estradiol, hormônio predominantemente feminino, pela ação da enzima aromatase. Isso piora mais o quadro hormonal e gera a ginecomastia, que é o aumento de mamas que homens obesos têm.
A baixa testosterona não é só um problema de libido e de massa muscular: aumenta o risco de mortalidade por todas as causas e por doenças cardiovasculares. Reduz a capacidade dos vasos de sangue relaxarem, endurece artérias e eleva a pressão arterial. Baixa colesterol bom e sobe o ruim, aumenta o risco de diabetes, obesidade, aterosclerose, AVC e arritmias cardíacas.
No bar, com seus amigos, você pode até mentir, mas homens obesos têm menos testosterona, menos saúde e libido, e maior risco de mortalidade geral e cardíaca.
