AMÉRICO PERIN

06/04/2026

Séculos atrás, certamente haveria um nosso ancestral curioso ouvindo as lindas melodias dos pássaros. Desejoso de fazer seu próprio som, tentava imitar vocalmente os sons da natureza. Até que, certa vez, na porta da sua caverna, onde ali ele despejava os restos dos animais frutos das caçadas, o vento atravessou um pedaço de osso. Isso chamou sua curiosidade e ele experimentou trocar a ação do vento pelo seu sopro.

Pronto, não é que ele tinha acabado de “inventar” um instrumento musical?!

Daí para novas experiências fazendo furos no tubo, criando curvas e cordas, chegamos aos dias de hoje com nossos instrumentos e fazemos soar as várias vozes produzidas pelas nossas orquestras.

Na Grécia Antiga, um filósofo, um daqueles que gostava de passar o tempo pensando, esticou uma corda deixando-a bem tensa e a flexionou.

Ao soltá-la, ouviu um som. Experimentou, então, dobrar a corda novamente e, repetindo a experiência, percebeu uma diferença no som produzido. Assim, depois de muitas experiências, os “instrumentos musicais” começaram a tomar formas e produzir vários sons diferentes de acordo com a vontade do homem, que ainda não sabia que seria conhecido por “músico”.

E então surgiram os “modos gregos”, que serviam como recursos mnemônicos para que as histórias das guerras não fossem esquecidas nas narrativas que percorriam no mundo conhecido daquela época.

Os modos são Mixolídio, Jônico, Dórico, Frígio, Eólico. Se determinado exército fosse para uma batalha, ouviria a música que levantaria o ânimo dos seus soldados. Se, por outro lado, o inimigo tivesse ouvido uma melodia em outro modo, ficariam sem ímpeto para a batalha e fatalmente perderiam a guerra.

Já nessa época então, perceberam que a música poderia influenciar os seres vivos de acordo com o tipo de música que ouvissem. E, com os estudos prosseguindo, chegamos às escalas atuais dos modos Maiores e Menores.

A música traz benefícios comprovados para a saúde mental e física: ela reduz estresse e ansiedade, melhora o humor, auxilia na memória, promove conexão social e até ajuda no controle da dor. Incorporar música no dia a dia pode ser uma estratégia simples e eficaz para o bem-estar. Assim:

 

  • Ouvir música relaxante diminui os níveis de cortisol, o hormônio do estresse.
  • Redução do estresse e ansiedade:
  • Melhora do humor: músicas alegres estimulam a liberação de dopamina, neurotransmissor ligado ao prazer.
  • Alívio da depressão: pode ser usada como complemento em terapias, ajudando na expressão emocional.
  • Promoção da conexão social: cantar ou tocar em grupo fortalece vínculos e reduz sentimentos de isolamento.
  • Estímulo à memória e cognição: estudos mostram que ouvir ou tocar música ativa áreas do cérebro ligadas ao aprendizado e à memória.
  • Prevenção do declínio cognitivo: em idosos, a música ajuda a manter funções cerebrais ativas e pode retardar sintomas de demência.
  • Alívio da dor: música pode reduzir a percepção da dor em situações como parto ou em casos de dor crônica.
  • Melhora da qualidade do sono: ouvir músicas calmas antes de dormir favorece o relaxamento e combate a insônia.
  • Auxílio no envelhecimento saudável: mantém o cérebro ativo e contribui para maior qualidade de vida.

 

Mas atenção: a música pode ajudar na qualidade de vida das pessoas, mas não substitui tratamento médico. Música é um complemento, não uma terapia exclusiva.