CRISTIANE FRAMARTINO BEZERRA
...E a Deus o que é de Deus!"
O episódio em que Jesus é questionado sobre pagar tributos a Roma aparece em três Evangelhos: Mateus 22:15–22, Marcos 12:13–17 e Lucas 20:20–26.
O trecho mais conhecido é de Mateus 22:17–21, quando perguntam a Jesus se era lícito pagar imposto a César.
“Dize-nos, pois, que te parece: é lícito pagar tributo a César, ou não?”
Jesus, percebendo a malícia deles, pede que lhe mostrem uma moeda do tributo e pergunta:
“De quem é esta imagem e esta inscrição?”
Eles respondem: “De César.”
Então, Jesus lhes diz:
“Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” — Mateus 22:17–21.
Essa frase é particularmente interessante porque a pergunta era uma armadilha política e religiosa: se Jesus dissesse que não deveriam pagar, poderia ser acusado de se opor a Roma; se dissesse simplesmente que deveriam pagar, poderia perder o apoio de parte daqueles que rejeitavam a dominação romana. Mas Jesus responde de uma maneira que vai muito além da questão do imposto: reconhece a obrigação perante as autoridades civis, mas estabelece também uma obrigação maior perante Deus.
Sempre me recordo das diversas tentativas sofridas por Jesus de ser pego em alguma fala que pudesse contrariar os interesses romanos.
Era duramente perseguido. Mas, de sabedoria celeste, sabia bem o que havia em cada intenção e em cada alma humana que dele se aproximava.
Entre nós, brasileiros, há uma ou mais religiões que proíbem seus adeptos de votar e serem votados. E há muita gente que questiona a obrigatoriedade do voto e dos impostos que se paga no Brasil e no mundo.
Porém, praticamente tudo passa por processos políticos. Nossas leis, as regras do viver em sociedade...
De fato, se vivêssemos em uma sociedade em que toda a arrecadação de impostos se destinasse apenas e tão somente à coletividade, teríamos muito mais qualidade de vida.
Por isto é tão importante a participação de cada um no processo eleitoral. Quanto mais gente comprometida em "dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus", mais justiça social e até justiça espiritual estarão disseminadas de forma igual.
Quanto mais cada um se envolver de verdade, conhecer a história de vida de quem se candidata a um cargo público, o que realizou de bom e o que pretende realizar pela maioria, mais acertadamente teremos pessoas comprometidas em usar bem os recursos, os tributos e os cargos para os quais se candidataram e se elegeram.
Não votar, anular o voto, votar em branco faz com que alguns se elejam mesmo assim. E pode ser que nem sempre serão bons os resultados finais desta omissão!
Pense nisto com carinho!
Muito Amor e Luz pra vc!
Cristiane Framartino Bezerra
Historiadora de Religiões, Escritora, Cerimonialista, Celebrante, Produtora Cultural, Angelóloga, Ativista social, cultural, humanitária e política. Atendimento Angélico: 16 999941696 ou Instagram: @crisbezerrarp
(Este artigo contou com consulta e imagem cedida pelo Chatgpt)
