AMÉRICO PERIN
O Brasil tem uma tradição de produzir líderes intelectuais, juristas, acadêmicos e gestores públicos de grande reputação, que reúnem tanto conhecimento técnico quanto credibilidade ética. A Constituição brasileira exige que o Presidente da República seja um cidadão nato, com mais de 35 anos, e que esteja em pleno exercício dos direitos políticos. Dentro desses critérios, há muitas figuras respeitadas — professores universitários, magistrados aposentados, cientistas, diplomatas e até líderes comunitários — que poderiam, em tese, assumir o cargo com legitimidade e preparo.
O desafio, claro, não é apenas encontrar pessoas de reconhecido saber e ética, mas também que tenham disposição para enfrentar o ambiente político, que é marcado por negociações complexas, pressões partidárias e necessidade de articulação com diferentes setores da sociedade. Muitas vezes, indivíduos altamente qualificados preferem contribuir em outras áreas, como na acadêmica ou em instituições independentes, em vez de se lançar na disputa eleitoral.
Em todo lugar, existem aqueles que, eternos candidatos, nunca foram eleitos, sabem que nunca serão, mas estão sempre pendurados em algum grupo político na esperança de conseguir algum emprego que sua incompetência não lhes permite ter pelos próprios méritos. E o que é pior! Alguns até conseguem seu “carguinho”... Que é pago, claro, pelos impostos recebidos dos trabalhadores.
Vocês já pensaram se o voto não fosse obrigatório aqui no Brasil? Por que será que nossos políticos não aprovam uma lei que nos livre dessa obrigação? Bem, enquanto isso não acontece, cuidado! Vasculhe a vida do seu candidato, procure saber se ele já foi administrador de uma grande entidade civil, informe-se como foi sua administração, em que estado ele deixou as finanças, o patrimônio físico e humano da entidade, tente saber do seu sucesso nessa ocupação, enfim, entre na vida particular do indivíduo. É necessário e quem se propõe a ter vida pública... Se o “vasculhado” já tiver estado preso por corrupção então!!!
Na verdade, é preciso muito cuidado e tecer um combate feroz contra a CORRUPÇÃO ELEITORAL. Não venda seu voto. Não aceite nada em troca do seu voto e isso vale desde uma cesta básica até a um par de botinas ou um cargo público pago com o dinheiro público.
O candidato vazio, sem propostas e sem história de empreendedor eficiente e eficaz, usando até de formas não recomendáveis, gasta muito dinheiro na campanha, mas o recupera, com lucro, após ser eleito. Esses maus políticos passam por todo o seu mandato cuidando dos seus interesses, mas a cesta básica que você ganhou acaba na primeira semana e a sua botina já estará com buraco na sola muito antes da próxima eleição.
Não tenhamos receio de nos defender dessa porcalha. Já passou da hora de se ficar reclamando e nada mudar nossa vida para melhor. Usemos nossos direitos e façamos uso correto dessa arma poderosa que é o voto. Lá dentro, em frente à urna, só você poderá saber a quem estará dando o poder de resolver coisas importantes que afetarão a vida: da sua família, da minha e de todas as outras do Brasil...
A menos que, ao sair às ruas no dia seguinte às eleições, as pessoas ouçam o ranger das suas botinas novas...
