AMÉRICO PERIN

28/09/2026

Américo Perin

As feiras do livro existem para celebrar a literatura como prática social e cultural, aproximando pessoas do universo dos livros e criando oportunidades de aprendizado, convivência e valorização da diversidade. Elas são fundamentais para cidades como Sertãozinho, pois fortalecem a cultura local e ampliam o acesso à leitura.

Contrariando as edições anteriores, não vimos na Praça 21 de Abril grandes editoras expondo e vendendo seus livros, escritores famosos falando sobre a arte de escrever, livreiros e leitores em torno da literatura.

A estranheza dos visitantes menos observadores foi natural.

Contudo, numa época em que as telinhas dominam tanto os novos leitores, desde ainda a mais tenra idade, até por que não dizer, os mais velhos, com textos curtos e facilmente digeridos, os livros estão perdendo sua magia. O despertar da curiosidade e a desinformação, aproveitando-se disso, ganham lugar na formação dos nossos estudantes. Essa dinâmica favorece a superficialidade e abre espaço para a desinformação, que se aproveita da falta de profundidade e da ausência de hábito de leitura crítica.

Os livros, por outro lado, exigem tempo, atenção e imaginação. Eles não apenas transmitem conhecimento, mas também ensinam a interpretar, a questionar e a construir pensamento próprio. Quando isso é reduzido, a curiosidade natural dos estudantes pode ser sufocada e o senso crítico fica mais vulnerável.

Portanto, quando enxerguei, na singeleza dos pequenos espaços ocupados neste ano, cada um trazendo trabalhos que haviam sido feitos pelos próprios alunos das escolas públicas municipais e sendo exibidos com orgulho pelos professores, minha alma se comoveu.

Parabéns aos professores e à Secretaria Municipal de Educação pelo trabalho realizado.

Obrigado, Escola Cida Belini, pela singela homenagem aos artistas da nossa cidade e a mim particularmente, com nossa lembrança deixada como um legado às próximas gerações de sertanezinos.