Superação
Administradora, conselheira e mulher
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Foto: Divulgação
Maria Lúcia Daniel Jorge, diretora da Equilíbrio, fala sobre o seu trabalho à frente da fabricante de peneiras rotativas e como concilia suas atividades no conselho do Ceise Br e na direção da Santa Casa

Para ela, a mulher moderna tem que ser corajosa, trabalhar no gosta e ter sempre um grande objetivo. Maria Lúcia Daniel Jorge, ao lado do seu marido e diretor, Carlos Alberto Celeste Jorge, passou a presidir a Equilíbrio alguns anos após o início da empresa em 1998. Formada em Serviço Social, a diretora trabalhou por muito tempo como Assistente Social na Santa Casa de Sertãozinho e, hoje, atua junto à direção do hospital da cidade como vice-provedora.

Além do trabalho na área da saúde, integra ainda o conselho de uma das entidades mais representativas da indústria local, o Ceise Br. O convite para participar do conselho foi uma surpresa para a diretora. “Gosto de coisas novas, novos desafios e atuar como conselheira em uma instituição tão relevante para a nossa indústria, realmente me encantou”, diz.

Lúcia, como prefere ser chamada, é espontânea, enérgica e fala com propriedade quando o assunto é trabalho. O seu primeiro emprego foi aos 14 anos em uma loja de departamento. Depois disso, nunca mais parou. Atualmente, concilia suas três funções sem abrir mão do seu papel de mulher. Casada há 18 anos, ela arranja tempo para a reforma da casa, compras no supermercado e também cuidar da família.

“Amo trabalhar, mas adoro coisas de casa. Mesmo com muita correria, minha família, por exemplo, não abre mão de almoçar junta. Carlos, os meus dois sobrinhos Danilo e Júnior que igualmente trabalham na empresa e eu”, conta. Lúcia também não deixa de cuidar de seu bem-estar. “Acho isso essencial para a mulher atual, para se sentir bem em tudo o que for desempenhar”.

À frente da Equilíbrio, empresa fabricante de equipamentos industriais para o setor sucroenergético e outros mercados, Lúcia descreve alguns dos muitos desafios já enfrentados sem intimidações. “Enfrento o novo com muita disposição. Não faz muito tempo me vi junto com o Júnior no norte da Inglaterra, sem falar inglês, em busca de uma nova tecnologia que agregaríamos aos nossos produtos”, relata. Lúcia se refere a um equipamento que produz telas de ranhuras contínuas, uma nova tecnologia já implantada na Equilíbrio.

Envolvida com o dia a dia da empresa, faz questão de conhecer detalhadamente cada produto desenvolvido ou em desenvolvimento e fala sem medo de cada um deles. Ao todo, são quatro peneiras rotativas destinadas a diferentes funções no processamento de filtragem do caldo da cana, além dos ventiladores e exaustores para caldeiras em portes variados e uma listagem de serviços em manutenção industrial.

Os desafios não param por aí. Com uma rotina atarefada, encontrou tempo também para participar da implantação de um novo departamento na empresa que cuidará exclusivamente de mercados externos. “Descobri um mundo novo e estou apaixonada pelo trabalho de comércio exterior. É algo muito novo para mim, mas ultimamente minha rotina tem sido aeroporto, avião e hotel, por conta do trabalho de apresentação dos nossos equipamentos realizado em alguns países, sobretudo, na América Latina”, conta.

Mesmo com especialização em Administração, Lúcia acredita que o Serviço Social ofereceu a ela uma base excelente para ser administradora. “Em Serviço Social temos sociologia, psicologia, filosofia, por exemplo, e é um curso que te ensina algo muito importante chamado bom senso. Com bom senso você sabe hora de ir e fazer e a hora de parar e esperar”, explica.

Lúcia se define como uma mulher corajosa, independente e que acredita no poder do trabalho para mudar, desenvolver e estimular o crescimento do ser humano. “A mulher de hoje precisa de um objetivo e trabalhar sem medo para se chegar onde deseja sem perder os seus valores. Se pudesse voltar atrás, gostaria ter a coragem que tenho hoje para aprender mais e fazer muitas outras coisas”, conclui.

 

 
 
Sertãozinho, 10 de Setembro de 2010
   
 
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