Artigo
Dia Mundial de Combate a AIDS
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A AIDS é uma doença recente na história da humanidade. Ela consiste em uma deficiência no sistema imunológico, associada com a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV - Human Immunodeficiency Virus), provocando aumento na susceptibilidade a infecções oportunistas e ao câncer.

Os primeiros indivíduos com sintomas da doença foram identificados em 1981 e, atualmente, estima-se que cerca de 38 milhões de pessoas estão contaminadas pelo HIV, que é o vírus causador desta moléstia.

O vírus HIV pode ser transmitido através de relações sexuais sem uso de preservativo, pelo compartilhamento de agulhas e seringas, por transfusões sanguíneas com sangue contaminado, por acidentes com instrumentos que cortam ou furam e que estejam contaminados, e da mãe infectada para o filho, durante a gravidez, o parto e a amamentação.

 

preventivos 

continuam sendo barreiras a serem superadas.

 

em outubro de 1987, por 

uma decisão tomada pela Assembléia Mundial de Saúde, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/AIDS.

O preconceito e a discriminação contra as pessoas vivendo com HIV/AIDS são as maiores barreiras no combate à epidemia, ao adequado apoio, à assistência, ao tratamento da AIDS e ao seu diagnóstico. Os estigmas são desencadeados por motivos que incluem a falta de conhecimento, mitos e medos.

Ao discutir preconceito e discriminação, o Ministério da Saúde espera aliviar o impacto da AIDS no país. O principal objetivo é prevenir, reduzir e eliminar o preconceito e a discriminação associados à doença.

O Brasil já encontrou um modelo de tratamento para a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, que hoje é considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), uma referência para o mundo.

Atualmente, a terapia com os chamados "antirretrovirais" ou “coquetéis”, proporciona melhoria da qualidade de vida, redução da ocorrência de infecções oportunistas, redução da mortalidade e aumento da sobrevida dos pacientes. Cabe ressaltar que com o uso destas medicações, os acometidos pela AIDS podem desfrutar de plena qualidade de vida e o preconceito passa a representar a maior barreira a ser vencida para a vida em sociedade.

 

 

*médico infectologista da Santa Casa de Sertãozinho

 
 
Sertãozinho, 08 de Setembro de 2010
   
 
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