Arnaldo Jardim diz que taxas de juros do Plano Safra poderiam ser menores

Arnaldo Jardim diz que taxas de juros do Plano Safra poderiam ser menores
11/06/2018

O deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) defendeu que as taxas de juros do Plano Safra 2018/2019, lançado na quarta-feira (06), tivessem sofrido um corte maior. O governo determinou uma baixa de 1,5%. Jardim falou de uma das linhas mais acionadas, que é a Moderfrota, financiamento destinado à compra de equipamentos. “A taxa era 8,5% e passa agora a ser de 7%. É muito. Estamos com uma inflação em torno de 3% e a Selic já está na faixa de 6%. Poderia ter havido um ajuste mais significativo”, analisou.

O deputado do PPS entende que os novos índices “permitem ao agricultor tocar o serviço adiante, se preparar para plantar sua próxima safra”. O parlamentar, que foi secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, explicou que os agricultores precisam ficar atentos ao plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono) para terem uma efetiva disponibilidade de recursos. “Em segundo lugar, é necessário reforçar o item ‘seguro agrícola’. Temos visto o montante referente a esse item diminuir ao longo do tempo e isso não pode acontecer”, disse.

Crédito

Jardim participou da solenidade de lançamento do Plano Safra no Palácio do Planalto, com a presença do presidente da República, Michel Temer, e do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, dentre outras autoridades.

Ao sair da cerimônia, Jardim disse que as linhas de crédito permaneceram praticamente as mesmas. “O volume de crédito, que contempla parcelas para armazenar, para compra de equipamentos e o mais importante, que é o custeio da nova safra agrícola, permanece num bom montante. Aumentou em 1,5%”.

O desafio dos produtores, afirmou Jardim, é fazer com que não tenha burocracia, que o processo prime pela agilidade e que os recursos cheguem ao agricultor. (Informações do PPS)