A música como atividade pedagógica

A música como atividade pedagógica
08/07/2019

E.E. “Anna Passamonti Balardin” celebra 8 anos de seu Festival de Música

 

Um projeto de um semestre inteiro envolvendo as disciplinas de Língua Portuguesa, Artes, Educação Física e Sociologia, no qual alunos do Ensino Médio da Escola Estadual “Anna Passamonti Balardin” escrevem uma letra de música baseada numa canção já existente, ou seja, uma paródia.

Os resultados são apresentados num palco, para toda a escola, no final do primeiro semestre: é o Festival de Música Balardin, que já está na 8ª edição. A partir deste ano, o festival passou a homenagear a professora de arte aposentada e idealizadora do projeto, Gisele Bighetti Mazer, que também faz parte do corpo de jurados desde o seu desligamento, há três anos.

“A cada edição são escolhidos um gênero musical e um tema. Em 2019, o gênero foi o samba-enredo e o tema ‘O lugar onde moro’, que coincidiu com o tema da Olimpíada de Português”, explica a diretora Marinet Andrea Davi de Castro.

Segundo a diretora, foram sorteadas 8 escolas de samba do Rio de Janeiro, uma para cada sala dos 2º e 3º anos do Ensino Médio tomarem como base para o trabalho. Também foi definido um tema para cada sala, que foi dividida em grupos de até dez alunos. O passo seguinte foi estudar letras de sambas-enredo da escola de samba selecionada e escolher uma música como base para o trabalho. Para escrever a letra da paródia, os estudantes fizeram primeiro uma pesquisa sobre personalidades e locais de Sertãozinho.

Por fim, os grupos prepararam a apresentação musical nas aulas de arte, sociologia e educação física. Apresentação pronta, os próprios alunos fizeram uma curadoria para escolher a paródia que representou cada sala no Festival. “Ao todo eram 40 paródias e foram escolhidas 11”, afirma Maria Fernanda Rodrigues de Lima, professora de sociologia e também idealizadora do projeto.

A apresentação das paródias selecionadas aconteceu na manhã do dia 19 de junho. Foram cantados no palco da escola os nomes de Américo Rosário de Souza, ator, dramaturgo e criador da Mostra de Teatro de Sertãozinho; o carnavalesco Mané Gaiola (em duas paródias); a Vila Garcia; a História de Sertãozinho (em duas paródias); a Biblioteca Municipal; os cinemas da cidade; o professor Antônio Cristino Cabral; o comércio de Sertãozinho; e, na paródia campeã, o homenageado foi Fábio Carille, ex-jogador de futebol e atual técnico do Corinthians.

Carille esteve presente no festival, prestigiando os alunos e o evento. Compareceram também representantes da Prefeitura Municipal, inclusive o vice-prefeito Nilton César Teixeira.

A professora Maria Fernanda diz que o projeto surgiu de uma conversa com a professora Gisele sobre o incômodo que sentiam em relação à qualidade das músicas que os alunos escutavam e que influenciavam de forma questionável a formação cultural dos mesmos. “A arte que eles consumiam era muito comercial, não permitia questionamentos sociais, políticos e até mesmo filosóficos. Então, a ideia foi trazer conhecimento da arte brasileira e um olhar sobre o potencial artístico do nosso povo”, relembra a professora de sociologia.

Além da oportunidade de se expressarem artisticamente na concepção dos cenários, adereços e interpretação das canções, a atividade desse ano permitiu que os professores trabalhassem a importância social e cultural do carnaval como contestação social, além da história de Sertãozinho. Um verdadeiro exercício de criatividade e consciência social e cultural. (Departamento de Comunicação PMS)

 

Legenda:

Foto 1: Alunos campeões do Festival de Música Balardin “Gisele Bighetti Mazer”, autores da paródia “Carille, o campeão da massa alvinegra”

 

Foto 2: O técnico do Corinthians, Fábio Carille, esteve pessoalmente no Festival e subiu ao palco

 

Foto 3: A banca de jurados contou com professores e autoridades do município, como o vice-prefeito, Nilton César Teixeira

Fotos: Arthur Santos

 

 

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