O amor no horário nobre...
Marlei
O amor no horário nobre...
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O amor no horário nobre...

Não há quem nunca se tenha pegado dando uma olhadinha na novela das oito, ou melhor, nos últimos anos- das nove!

merchandising social criado por uma novela.

Porém, a trama que Manoel Carlos propôs inicialmente da vida sofrida de mais uma Helena, a cada dia mostra um desfile sem fim de traições.

Traição de sentimentos, de relacionamentos extraconjugais de homem/mulher (do galã Marcos- José Mayer, já nos primeiros capítulos, com sua esposa Tereza- Lilian Cabral), de amigos (Helena- Thaís Araújo pela sua salvadora Dora- Giovanna Antonelli), de familiares (do marido safado Gustavo- Marcello Airodi casado com Betina- Letícia Spiller- pela prima jornalista Malu Trindade- Camila Morgado, sem se falar que a própria Betina que está a um fio de ficar com o seu professor da academia - o personal Carlos), e até a própria Luciana- Aline Moraes, agora a ex-modelo tornou-se uma cadeirante e desencadeia uma rivalidade sem limites entre os irmãos gêmeos Miguel e Jorge- Mateus Solano, que quase se sobrepõe a proposta de mostrar a superação de limites de pessoas que perderam a vontade de viver a vida, depois a recuperaram e são felizes e agradecidos por isto- vide o depoimento no final de cada capítulo da novela.

A novela tornou-se um modelo de “devassidão” amorosa, assim denominada pela Rádio Jovem Pan.

A Rádio Jovem Pan, conhecida por colocar no ar campanhas polêmicas, lançou na semana passada um editorial contra “Novelas do horário nobre”.

O texto relata que a “liberdade de expressão passa por desvios escabrosos no mundo moderno... a disputa pela audiência coloca no ar uma libertinagem que agride a família brasileira- a devassidão está escancarada”.

A rádio dá exemplos de cenas comentando que:

- a fidelidade morreu!

Uma pesquisa de doutorado realizada na PUC- RJ aponta que existe um novo indivíduo, dono da sexualidade, destituída da função reprodutiva.

Porém, os modelos influenciam muito na educação, o autor desta pesquisa salienta que os ídolos têm um papel importante.

- não estou sendo conservador nem defensor da família tradicional. Precisamos saber de que forma a escola trabalha questões amorosas atuais que estão sendo reforçadas pela mídia.

Não é querer assumir uma atitude moralista.

As novelas brasileiras costumam refletir segmentos específicos da sociedade: a vida no campo, setores urbanos, e realmente podem influenciar na rotina das pessoas.

As novelas ditam a moda.

Duvida?

Quantas pessoas você já viu usando no pescoço o “Espírito Santo na mandala de ônix” igual ao da personagem Tereza?

E o nome manuscrito em ouro, que Júlia Machado lançou para as personagens Mia, Luciana e Isabela?

Pergunte a Cecília Arte e Design quantos pedidos ela já efetuou!

Merchandising

à parte, mas faz parte!

Observamos que as pessoas estão comentando, sim, sobre a infidelidade do “horário nobre”!

E não estão gostando nada, nada...

 
 
Sertãozinho, 10 de Setembro de 2010